O Ministério dos transportes Chinês, no âmbito da sua pressão regulatória contra as gigantes tecnológicas chinesas, chamou à atenção onze empresas do setor como a Didi e Meituan, adversárias diretas da Uber, para corrigirem comportamentos “que não estão em conformidade com a lei”.
Segundo os reguladores chineses, as empresas estão a recrutar motoristas e veículos não aprovados.
“É necessário que tas plataformas resolvam os seus próprios problemas, corrijam comportamentos ilegais, protejam as ordens do mercado da concorrência e criem um ambiente sólido para o desenvolvimento saudável do setor”, disse o Ministério dos Transportes.
No início de julho, as ações da Didi Global caíram até 10% nas negociações pré-mercado em Nova Iorque esta sexta-feira, depois de a administração do ciberespaço da China ter anunciado que deu início a uma nova investigação sobre a gigante de serviços de transporte privado, alegadamente para proteger a segurança nacional e o interesse público, segundo a Reuters.
A Administração do Ciberespaço da China (CAC) indicou que a Didi não tinha permissão para registar novos utilizadores durante a sua investigação, que foi anunciada apenas dois dias depois de a empresa ter começado a negociar na Bolsa de Valores de Nova Iorque.
A empresa já reagiu e afirmou que vai realizar uma análise abrangente dos riscos de segurança cibernética e que cooperará totalmente com a autoridade governamental competente no que foi solicitado.
“A Didi parece estar a atrair muita pressão regulatória. O impacto de curto prazo depende muito de quanto tempo dura uma revisão, mas a Didi tem uma base suficientemente grande para que ainda não mudemos as nossas previsões”, afirmou o analista da Redex Research Kirk Boodry, em declarações à Reuters.














