Portugal precisa de reduzir o peso do Estado sobre empresas e trabalhadores para reforçar a competitividade da economia, sobretudo num contexto internacional cada vez mais exigente. Para José Theotónio, CEO do Pestana Hotel Group, esse caminho passa por uma verdadeira simplificação administrativa e por uma redução consistente da carga fiscal.
Na sua análise à XLIX edição do Barómetro da Executive Digest, o responsável sublinha que a burocracia continua a consumir tempo e recursos, a atrasar decisões e investimento e, em última análise, a retirar competitividade às empresas portuguesas.
Menos burocracia para libertar investimento
José Theotónio considera que uma simplificação administrativa efetiva é uma condição essencial para melhorar o ambiente económico.
Na sua perspetiva, o peso dos processos burocráticos continua a penalizar as empresas, não apenas pelos recursos que consome, mas também pelo impacto que tem na velocidade de decisão e na concretização de novos investimentos.
Reduzir estes obstáculos permitiria criar melhores condições para as empresas crescerem e competirem num mercado internacional cada vez mais disputado.
IRC mais baixo para atrair investimento
A fiscalidade é outro dos pontos centrais destacados pelo CEO do Pestana Hotel Group.
José Theotónio defende uma redução consistente da carga fiscal, considerando fundamental diminuir o IRC para tornar Portugal mais atrativo para o investimento e melhorar as condições oferecidas a quem está disposto a investir, empreender e assumir risco.
Na sua leitura, uma fiscalidade mais competitiva é uma das condições necessárias para reforçar o desenvolvimento económico do país.
IRS e TSU também entram na equação do talento
O responsável defende igualmente uma redução do IRS e da TSU.
Segundo José Theotónio, estas medidas permitiriam aumentar a remuneração líquida dos trabalhadores e, simultaneamente, reforçar a capacidade das empresas para atrair e reter talento.
Num mercado de trabalho competitivo, esta dimensão torna-se particularmente relevante para setores que dependem fortemente da capacidade de captar e manter pessoas qualificadas.
Turismo precisa de condições para continuar a crescer
A análise ganha especial importância no setor do turismo, que José Theotónio identifica como estratégico para a economia nacional.
Num contexto internacional cada vez mais competitivo, o CEO do Pestana Hotel Group defende que Portugal precisa de criar condições para que empresas e trabalhadores possam crescer.
Na sua perspetiva, menos burocracia e uma fiscalidade mais competitiva são condições essenciais para assegurar o desenvolvimento económico do país e reforçar a capacidade de setores como o turismo para continuarem a competir.
Este testemunho de José Theotónio, CEO do Pestana Hotel Group, foi publicado na edição de agosto, n.º 245, da Executive Digest, no âmbito da XLIX edição do seu Barómetro.














