As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, devido à queda do preço do petróleo numa sessão centrada na decisão das taxas diretoras da Reserva Federal dos EUA (Fed).
Às 09:05 em Lisboa, o EuroStoxx 600 ganhava 0,41% para 636,79 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt avançavam 0,36%, 0,19% e também 0,19%, enquanto as de Madrid e Milão subiam ambas 0,61%.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de alta da abertura, com o principal índice, o PSI, a avançar 0,06% para 9.452,41 pontos.
O euro estava em alta ligeira face ao dólar, a valorizar-se 0,03% e a ser trocado a 1,1548 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.
O preço do contrato genérico de barril de petróleo Brent, de referência na Europa, recua 1,08% para 107,58 dólares e o do West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos da América (EUA), cede 1,47% para 104,27 dólares.
Na terça-feira, o preço do petróleo registou novas subidas devido ao anúncio de que a Arábia Saudita estaria a cancelar entregas a refinarias europeias em setembro depois do encerramento do oleoduto Leste-Oeste.
As conversações sobre o estreito de Ormuz entre o Irão e os países do Golfo foram adiadas, assim como as do Irão-EUA, com o primeiro a não estar disposto a negociar até que as suas condições sejam atendidas, enquanto o país norte-americano poderia estar a atravessar um défice de munições.
Da mesma forma, os EUA estariam em conversações com os houthis, que continuam a atacar alvos na Arábia Saudita depois de terem inutilizado o oleoduto Leste-Oeste, a infraestrutura que permitia exportar petróleo evitando o próprio estreito de Ormuz.
O preço do contrato ativo de gás natural no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, sobe 0,27% para 80,275 euros por megawatt-hora (MWh).
Neste contexto, os metais preciosos sobem moderadamente, no caso do ouro 0,88%, com a onça a 4.329,93 dólares, e no da prata 1,33%, para 64,5211 dólares.
Com o aumento constante do preço do petróleo e a subida das taxas diretoras do BCE, os juros da dívida da Alemanha a 10 anos sobem para 3,541%, um máximo desde junho de 2009.
Em sentido contrário, os juros da dívida dos EUA a 10 anos desciam, para 4,997%, mas depois de terem terminado na terça-feira em 5,003%, um máximo desde julho de 2007.
Neste dia, a atenção está voltada para a Fed, embora a decisão sobre manter as taxas diretoras na faixa de entre 3,50% e 3,75% ou aumentá-las num quarto de ponto só seja conhecida às 20:00 horas locais (19:00 em Lisboa), com o mercado europeu já fechado.
Os futuros de Wall Street registam avanços que são de 0,13% para o Dow Jones e de 0,43% para o Nasdaq, depois de ambos terem fechado em baixa.
Nos EUA, a atenção também se concentrará nas vendas a retalho de agosto, enquanto na zona euro será conhecida a produção industrial de julho e os custos laborais finais do segundo trimestre, e no Reino Unido foi divulgado que a inflação subiu para 3,1% em agosto.
Na Ásia, os mercados fecharam em alta, impulsionados pelo setor de semicondutores, de modo que o Nikkei de Tóquio subiu 0,69%, o Kospi sul-coreano 1,37%, a bolsa de Xangai 0,71%, a de Shenzhen 1,26% e o Hang Seng de Hong Kong subia 0,10 quando faltava pouco para terminar a sessão.
Depois da Fed hoje, realizam-se as reuniões de política monetária do Banco de Inglaterra na quinta-feira e a do Banco do Japão.
No mercado de criptomoedas, a bitcoin descia 0,11% para 75.799,5 dólares, depois da votação de terça-feira no Senado dos EUA, na qual foi bloqueado o avanço da Clarity Act, a principal iniciativa legislativa para estabelecer um marco regulatório integral para o mercado de criptomoedas no país.














