Os níveis de facturação em Portugal continuam a apresentar sinais de melhoria, na sequência do progressivo desconfinamento. No entanto, dados da Reduniq mostram quebras supeiores a 25% face a Junho do ano passado (considerando o mês até dia 20).
De acordo com esta rede nacional de aceitação de cartões, “apesar da recuperação a que se tem vindo a assistir desde a retoma das actividades económicas, os valores de facturação estão ainda longe dos de 2019”. A justificar este resultado estará o “colapso do turismo” e o recuo da facturação estrangeira, em que a diminuição é ainda mais significativa: menos 80% face ao ano passado.
Nesse sentido, as regiões mais impactadas são aquelas em que o turismo tem mais peso, designadamente Lisboa, Faro, Madeira, Açores e Porto. «É notória a preponderância que o turismo tem no nosso país, do ponto de vista da nossa sustentabilidade e competitividade económica e social», comenta Tiago Oom, direcor da Reduniq.
O mesmo responsável adianta que é provável que os níveis de facturação destas regiões fiquem abaixo dos observados em 2019 ainda nos próximos dois a três anos. «Apesar dos recentes feriados de Junho, onde se verificou uma maior afluência de turistas nacionais a regiões como o Algarve, o que acabou por impulsionar o crescimento da facturação regional (só nessa semana, o distrito de Faro aumentou em 29% a sua facturação), a recuperação não supera os valores do ano passado», indinca ainda Tiago Oom. Quanto às restantes regiões, «poderão recuperar se a crise económica não se adensar».
Contudo, a queda do ticket médio nos meses de Maio e Junho para valores inferiores aos registados no período homólogo de 2019 apontam precisamente para um crescimento da crise económica, «que dita comportamentos de compra muito mais racionais».
A mesma análise da Reduniq indica que os sistemas de pagamento contactless continuam a ganhar peso na facturação global, sendo já cinco vezes superior ao valor de 2019.














