Um novo partido de esquerda é apresentado esta quarta-feira, reunindo para já 40 associados e assumindo como prioridades o custo de vida, a habitação, a saúde, os baixos salários e o futuro da Segurança Social. A nova força política promete ser “combativa” e defende aquilo a que chama “radicalidade democrática”.
Segundo a TSF, a apresentação oficial está marcada para hoje, numa conferência de imprensa. Paula Marques, membro da comissão provisória do partido, explica que o projeto nasce da convicção de que a esquerda se afastou dos problemas quotidianos das pessoas e das famílias, algo que considera estar refletido nos resultados eleitorais.
“Temos uma situação estratosférica de aumento do custo de vida, em que as famílias não conseguem responder à questão da habitação, do caos que existe na saúde, e uma ameaça da Segurança Social e das reformas”, afirmou Paula Marques à rádio.
Os preços dos combustíveis e do cabaz alimentar, assim como os baixos salários, estão também entre as preocupações identificadas pela nova força política.
“Ir à raiz dos problemas”
Paula Marques defende que é necessária “radicalidade democrática para ir à raiz dos problemas” e encontrar respostas para questões que considera fundamentais, de forma a inverter a perda de qualidade de vida.
De acordo com a TSF, a responsável considera que esse objetivo não será alcançado recorrendo às “mesmas fórmulas que até agora não resultaram”. O novo partido pretende assumir-se como uma força política “combativa” e “participada”.
A apresentação desta quarta-feira deverá dar a conhecer publicamente um movimento que conta já com 40 associados e que pretende ocupar espaço político à esquerda.
Saúde pública, emprego e setores estratégicos
Entre as propostas anunciadas está o reforço dos serviços públicos de saúde e a criação de um Serviço Nacional de Emprego, destinado a garantir trabalho remunerado e considerado socialmente útil às pessoas que estejam involuntariamente desempregadas.
O novo partido defende igualmente a propriedade pública e comunitária de setores estratégicos da economia e propõe a criação de uma rede pública de equipamentos culturais distribuída pelo território.
A regionalização surge também entre as prioridades, sendo apresentada como uma forma de aprofundar a democracia.
Na política europeia, a nova força pretende explorar alianças com países da União Europeia disponíveis para votar contra iniciativas da Comissão Europeia que considere de natureza federalizante.
Entre as posições anunciadas encontra-se ainda a defesa do corte de relações diplomáticas com o Estado de Israel.
A identidade, os responsáveis e os restantes contornos da nova força política deverão ficar mais claros esta quarta-feira, com a apresentação pública do partido.














