As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, com o olhos postos no dado da inflação dos EUA, que será determinante para que a Reserva Federal dos EUA (Fed) decida na próxima semana manter ou subir as taxas diretoras.
Às 09:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 avançava 0,18% para 637,10 pontos.
As bolsas de Paris e Frankfurt avançavam 0,38% e 0,29%, enquanto as de Madrid e Milão subiam 0,45% e 0,57%, respetivamente.
Londres era a exceção, já que descia 0,01%.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de alta da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,26% para 9.480,45 pontos.
O euro estava em baixa ligeira face ao dólar, a desvalorizar-se 0,09% e a ser trocado a 1,1602 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.
Depois do Banco Central Europeu (BCE) ter decidido na quinta-feira aumentar em um quarto de ponto as taxas diretoras, os mercados estão atentos ao Departamento de Trabalho dos EUA, que divulgará a leitura de agosto do índice de preços no consumidor (IPC) do país.
O departamento de Trabalho dos Estados Unidos publica hoje os dados do IPC de agosto, o último indicador de peso antes da reunião da Fed da próxima semana, num contexto em que se prevê um aumento da inflação impulsionado pelo aumento dos preços da energia devido ao cada vez mais enraizado conflito no Médio Oriente.
A reunião de política monetária da Fed realiza-se nos dias 15 e 16 de setembro e existem dúvidas sobre se manterá as taxas diretoras na faixa de 3,50%-3,75% ou se as aumentará.
Depois dos destacados aumentos registados na quinta-feira do preço do petróleo e do gás, o preço do contrato genérico de barril de petróleo Brent, de referência na Europa, avança 1,47% para 106,05 dólares, e o do West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos da América (EUA), sobe 1,35% para 101,10 dólares.
O preço do contrato ativo de gás natural no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, desce 2,12% para 80,305 euros por megawatt-hora (MWh).
Os metais preciosos sobem moderadamente, no caso do ouro 0,58%, com a onça a 4.343,25 dólares, e no da prata 0,57%, para 63,9684 dólares.
Perante o aumento constante do preço do petróleo e a subida das taxas diretoras do BCE, os juros da dívida da Alemanha a 10 anos sobem para 3,508%, um máximo de sempre.
Já os juros da dívida dos EUA a 10 anos descem hoje para 4,945%, depois de terem subido para mais de 5% na quinta-feira e para máximos desde 2007.
Os futuros dos principais índices norte-americanos apontam para uma subida de 0,40% para o Dow Jones e de 0,33% para o tecnológico Nasdaq, depois de ambos terem terminado em baixa na véspera.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou a cair 1,93%, o índice de referência da bolsa de Xangai cedeu 1,18% e a bolsa de Shenzhen baixou 1,08%. O Hang Seng de Hong Kong perdia 0,74% pouco antes do final da sessão.
A bitcoin estava estabilizada, a subir 0,03% para 77.264 dólares.














