As imagens correram o mundo e permanecem entre as mais reconhecíveis do século XXI. Mas houve uma parte da queda das Torres Gémeas que as câmaras praticamente deixaram de conseguir mostrar: poucos segundos depois de o colapso começar, gigantescas nuvens de poeira e detritos esconderam grande parte da estrutura dos edifícios.
25 anos depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, uma simulação voltou a colocar esses segundos sob uma perspetiva diferente.
Segundo noticia o ’20 Minutos’, imagens criadas pelo Kostack Studio e entretanto partilhadas nas redes sociais recriam o colapso retirando visualmente grande parte da poeira, fumo e detritos que dominaram as gravações reais.
O resultado permite acompanhar durante mais tempo aquilo que estava a acontecer à estrutura à medida que o colapso avançava.
I find these World Trade Center simulations by Kostack Studio fascinating because they remove the smoke and let you see the collapse much more clearly.
Continue a ler após a publicidadeContinue a ler após a publicidadeIn the real footage, so much is hidden by fire, dust, debris, distance, and chaos that many people come away with the… pic.twitter.com/Y9QKMnXDvO
— Alex Boge (@alexboge) September 11, 2026
O que estava escondido atrás da nuvem de poeira?
A recriação permite observar as secções superiores das torres a começarem a inclinar-se e a deformar-se antes de o colapso progredir para os pisos inferiores.
Partes da estrutura exterior surgem também projetadas lateralmente à medida que a queda avança.
É precisamente esse comportamento que se torna difícil de acompanhar nas imagens reais.
Depois de iniciado o colapso, a enorme quantidade de material libertado rapidamente envolve os edifícios numa nuvem que esconde grande parte da estrutura.
A simulação procura retirar visualmente essa barreira e mostrar a progressão do colapso sem a interferência da poeira.
O Kostack Studio tem desenvolvido ao longo dos últimos anos diferentes modelos estruturais relacionados com o World Trade Center. Em 2025 publicou uma simulação de alta resolução dedicada à Torre Sul, utilizando ferramentas de modelação estrutural.
Por que razão caíram as Torres Gémeas?
Os aviões sequestrados pelos terroristas da Al-Qaeda atingiram as duas torres do World Trade Center na manhã de 11 de setembro de 2001, provocando danos estruturais e incêndios de grandes dimensões.
A Torre Sul, atingida pelo voo United Airlines 175 às 09h03, foi a primeira a desabar, às 09h59. Tinham passado cerca de 56 minutos desde o impacto.
A Torre Norte, atingida pelo voo American Airlines 11 às 08h46, manteve-se de pé durante mais tempo e desabou às 10h28, aproximadamente 102 minutos depois do impacto.
Os danos provocados pelos aviões comprometeram elementos estruturais e sistemas de proteção contra incêndios. O fogo subsequente provocou uma deterioração adicional da capacidade estrutural dos edifícios até ao início dos colapsos.
Uma simulação, não uma gravação “limpa” do 11 de Setembro
Há, contudo, uma diferença fundamental.
Estas imagens não mostram simplesmente as gravações originais depois de a poeira ter sido removida digitalmente.
São uma recriação.
A simulação procura aproximar o comportamento geral das estruturas e tornar visíveis movimentos que ficaram escondidos nas imagens reais, mas não pretende reproduzir com exatidão absoluta o movimento de cada coluna, piso ou fragmento dos edifícios.
O próprio trabalho de modelação estrutural deste tipo envolve necessariamente pressupostos e simplificações. Por isso, as imagens devem ser entendidas como uma representação do comportamento do edifício e não como uma reconstrução visual perfeita daquilo que estava por detrás da nuvem de poeira.
Ainda assim, é precisamente essa ausência de poeira que torna a sequência tão invulgar.
Durante alguns segundos, é possível acompanhar visualmente aquilo que as câmaras de 2001 deixaram rapidamente de conseguir mostrar.
25 anos depois
Os ataques de 11 de setembro de 2001 envolveram quatro aviões comerciais sequestrados pela Al-Qaeda.
Dois atingiram as Torres Gémeas em Nova Iorque, um terceiro atingiu o Pentágono e um quarto, o voo United Airlines 93, caiu na Pensilvânia depois de passageiros e tripulantes terem tentado recuperar o controlo do aparelho.
Quase três mil pessoas morreram nos atentados.
25 anos depois, as imagens reais continuam praticamente omnipresentes na memória coletiva daquele dia. Esta simulação não as substitui nem revela uma gravação até agora desconhecida.
Faz algo diferente: retira virtualmente a nuvem que, em poucos segundos, escondeu das câmaras grande parte da queda das Torres Gémeas.

















