Crescimento das fábricas da zona euro acelerou em janeiro

Os preços das matérias-primas continuaram a subir, embora a um ritmo mais lento do que no final do ano.

Filomena Nascimento

A atividade produtiva da zona euro acelerou no mês passado à medida que a crise na cadeia de abastecimentos diminuiu. Contudo, este crescimento não se espalhou uniformemente entre os países membros e as fábricas ainda enfrentam grandes pressões inflacionárias.

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O índice final de gestores de compras PMI, da IHS Markit subiu para 58,7 em janeiro, em relação aos 58,0 de dezembro, abaixo da estimativa inicial de 59,0, mas confortavelmente acima da marca de 50 que separa o crescimento da contração. “Os fabricantes da zona euro parecem estar a recuperar da tempestade da Ómicron melhor do que das outras variantes da Covid-19”, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da IHS Markit, com as empresas a verificar grandes subidas na produção.

Este crescimento não se verifica uniformemente pela zona euro, no entanto, a Alemanha, Holanda e Áustria têm estado a somar pontos, contrastando com a desaceleração na Itália, Espanha e Grécia e uma produção quase estagnada na França. Os preços das matérias-primas continuaram a subir, embora num ritmo mais lento e as fábricas passaram contagiaram esses resultados aos consumidores.

Perspetiva-se que a inflação na zona euro aumente ao longo de todo o ano de 2022 mais do que o esperado anteriormente, de acordo com economistas consultados pela ´Reuters` no mês passado. Este facto, pode pressionar o Banco Central Europeu a apertar as suas políticas, assim que a onda evolutiva da Ómicron abrandar.

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