Trump quer retirar vistos a 92 milhões de cidadãos chineses

Um projecto presidencial norte-americano, pondera anular vistos de viagens a 92 milhões de membros do partido comunista chinês e respectivas famílias.

Simone Silva

Os EUA estão a considerar impor restrições de viagem aos membros do partido comunista chinês, na sequência de uma disputa cada vez maior, travada pelo presidente Donald Trump. São esperadas ainda outras sanções e Pequim já prometeu retaliar, avança o ‘The New York Times’.

Um projecto presidencial norte-americano, pondera anular vistos de viagens a 92 milhões de membros do partido comunista chinês e respectivas famílias, segundo confirmação de fontes próximas do assunto, citadas pelo jornal norte-americano.

De acordo com a mesma publicação, esta medida, a confirmar-se, seria semelhante à proibição estabelecida em 2017 para os países de maioria muçulmana, e que dá ao presidente a capacidade de impedir que cidadãos estrangeiros considerados «prejudiciais aos interesses» dos EUA entrem no país.

As tensões entre os Estados Unidos e a China têm aumentado radicalmente nas últimas semanas, com Pequim a impor leis abrangentes e controversas de segurança nacional, e Washington a declarar restrições de visto a empresas chinesas, nomeadamente a Huawei, que é considerada uma ameaça à segurança.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, garantiu: «A China dará a resposta necessária às acções erradas dos EUA, incluindo sanções contra entidades e indivíduos norte-americanos».

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Num comunicado divulgado ontem, o escritório de ligação da China em Hong Kong afirmou: «Ameaças irracionais e vergonhosas dos Estados Unidos são um comportamento típico de gangster e bullying», disse, acrescentando: «Nenhuma força externa pode impedir a determinação da China em manter a soberania e a segurança nacionais para a prosperidade e estabilidade a longo prazo de Hong Kong».

Os dois países estão envolvidos em diversas tensões pelo tratamento dos respectivos meios de comunicação, tarifas de mercadorias, sanções em relação a HongKong e Taiwan, para além de discussões sobre o disputado Mar da China Meridional.

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