O trabalho remoto pode ser um desafio para todo o tipo de profissionais, independentemente do cargo ocupado. Além dos colaboradores, que têm de encontrar forma de cumprir as suas funções sem os recursos habituais do escritório (ou outro local de trabalho), também os líderes enfrentam dificuldades.
Ryan Malone, fundador da agência de marketing digital SmartBug Media, tem larga experiência em gerir equipas à distância. Quando fundou a sua empresa, em 2008, não abriu um escritório e sempre ofereceu aos colaboradores a possibilidade de trabalharem a partir de casa. Hoje, conta a revista Inc., Ryan Malone é responsável por uma agência com cerca de 80 pessoas e vendas de 8,9 milhões de dólares (8,2 milhões de euros).
A empresa cresceu mas o escritório continua a não existir. Habituado a lidar com equipas em modo teletrabalho, o empresário deixa seis conselhos a quem está agora a dar os primeiros passos neste mundo:
1 – Aperfeiçoar a arte de delegar. Não basta indicar qual será o profissional responsável por cada tarefa. É boa prática que essa gestão fique documentada para que não haja falhas de comunicação. Além disso, também devem ficar escritos todos os processos ou transições, o que entrou e o que saiu, como se de uma fábrica se tratasse;
2 – Desafiar as mentes, não os horários. As pessoas que trabalham a partir de casa terão mais liberdade para gerir os seus horários e os líderes devem permitir essa flexibilidade, encarando-a mesma como uma espécie de compensação não-monetária;
3 – Optar pela abordagem de vídeo. Segundo a Inc., em vez de enviar muitos emails ou organizar reuniões com toda a equipa, Ryan Malone prefere enviar mensagens de vídeo pré-gravadas. Desta forma, cada profisisonal pode ver o conteúdo no momento que lhe for mais conveniente;
4 – Não stressar relativamente à desarrumação do escritório. Não existem casas perfeitas, por isso não valerá a pena estar diariamente a tentar organizar a secretária ou as estantes que podem aparecer como pano de fundo numa reunião via videoconferência – especialmente com a família toda em casa. Ryan Malone acredita até que demonstrar alguma fragilidade poderá ser uma forma de união entre as equipas. Dito isto: que apareçam as crianças e os animais de estimação;
5 – Parar de pensar no que estarão as pessoas a fazer. Um líder à distância tem de aceitar o facto de que está à distância e que, por isso, não poderá saber onde estão ou o que estão a fazer os seus funcionários a cada minuto do horário de trabalho. É preciso confiar nos colaboradores e acreditar que vão trabalhar tanto em casa como no escritório. Vigiar constantemente pode resultar em stress e ressentimento;
6 – Encorajar tribos (desde que não estejam relacionadas com o trabalho). O último conselho de Ryan Malone passa pela fomentação de um ambiente de equipa, que permita aos colaboradores conhecerem-se melhor. Quando todo o trabalho acontece digitalmente, é difícil manter e criar relações. A solução poderá passar por promover conversas one-on-one entre pessoas, em que o tema trabalho é proíbido, ou incentivar a criação de grupos temáticos para pessoas que partilham interesses ou hobbies, por exemplo.













