XLIX BARÓMETRO: Um país competitivo constrói-se com um sistema de saúde capaz de acompanhar o seu desenvolvimento

A análise de Vasco Antunes Pereira, Presidente do conselho de administração e CEO do Grupo Lusíadas Saúde

Executive Digest

A competitividade de um país não depende apenas da capacidade das empresas para investir e crescer. Para Vasco Antunes Pereira, presidente do conselho de administração e CEO do Grupo Lusíadas Saúde, passa também por garantir uma população mais saudável e mais ativa, num contexto em que inovação, digitalização e atração de talento se tornaram condições essenciais para responder aos desafios demográficos e sustentar o crescimento económico.

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A análise integra a XLIX edição do Barómetro da Executive Digest e parte de um retrato de empresas que continuam a demonstrar capacidade de adaptação, mesmo num cenário internacional marcado pela incerteza.

Confiança prudente mantém investimento no radar

Segundo Vasco Antunes Pereira, os resultados do Barómetro mostram que quase metade das empresas prevê manter o investimento nos níveis do ano anterior, enquanto cerca de quatro em cada dez pretendem reforçá-lo.

Na sua leitura, trata-se de um sinal de confiança prudente, menos assente no entusiasmo e mais na convicção de que é necessário continuar a investir para crescer e reforçar a competitividade.

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Crescimento assenta em três eixos estratégicos

O responsável destaca que o crescimento empresarial não está concentrado numa única prioridade.

Pelo contrário, distribui-se por três grandes eixos: a expansão para novos mercados, a digitalização e a inteligência artificial e o reforço da eficiência operacional.

Esta combinação mostra, na sua perspetiva, empresas que procuram crescer de forma equilibrada, apostando simultaneamente na inovação, na escala e na produtividade.

Fiscalidade e burocracia revelam prioridades diferentes

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Um dos aspetos que Vasco Antunes Pereira considera mais relevante é o contraste entre os obstáculos identificados pelas empresas no dia a dia e as reformas que defendem para o país.

A carga fiscal surge como o principal fator que limita a competitividade das empresas, à frente da burocracia. Quando a análise passa para as prioridades de reforma, porém, é a simplificação administrativa que ocupa o primeiro lugar.

Na sua interpretação, a mensagem para os decisores públicos é clara: é necessário aliviar a pressão fiscal no curto prazo e, ao mesmo tempo, tornar o Estado mais simples, mais ágil e mais eficiente.

Saúde também mede a competitividade de um país

É na ligação entre economia e saúde que Vasco Antunes Pereira coloca o principal foco da sua análise.

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Na sua perspetiva, a competitividade mede-se também pela capacidade de garantir uma população mais saudável e mais ativa. Atrair talento e apostar na inovação e na digitalização deixaram de ser prioridades exclusivas do setor da saúde e passaram a ser condições para enfrentar os desafios demográficos, aumentar a produtividade e sustentar o crescimento económico.

A conclusão do responsável é clara: um país competitivo constrói-se também com um sistema de saúde capaz de acompanhar o seu desenvolvimento.

Este testemunho de Vasco Antunes Pereira, presidente do conselho de administração e CEO do Grupo Lusíadas Saúde, foi publicado na edição de agosto, n.º 245, da Executive Digest, no âmbito da XLIX edição do seu Barómetro.

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