Wall Street fecha em baixa com arrastar da guerra e subida dos custos da dívida

A bolsa nova-iorquina fechou hoje em baixa, devido à subida contínua das cotações de petróleo, provocada pela situação no Médio Oriente, e à subida dos custos da dívida.

Executive Digest com Lusa

A bolsa nova-iorquina fechou hoje em baixa, devido à subida contínua das cotações de petróleo, provocada pela situação no Médio Oriente, e à subida dos custos da dívida.

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Os resultados da sessão indicam que o índice tecnológico Nasdaq recuou 0,65%, o seletivo Dow Jones Industrial Average caiu 0,60% e o alargado S&P500 baixou 0,58%.

“Para os investidores, torna-se cada vez mais difícil ignorar a conjugação da subida do preço do petróleo e a dos rendimentos obrigacionistas, que começam a pesar no seu moral”, comentou Angelo Kourkafas, da Edward Jones, em declarações à AFP.

As cotações do petróleo parecem bem lançadas para se instalarem acima dos 100 dólares por barril, com o Brent, por exemplo, a fechar hoje acima dos 107 dólares.

O prémio de risco aplicado aos preços está a agravar-se fortemente devido ao prolongamento da guerra ao Irão, o que arrasta consigo novas perturbações ao comércio.

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“Não está prevista qualquer recuo em termos imediatos, com Washington e Teerão determinados a prosseguir os seus confrontos armados”, apontou Jose Torres, da Interactive Brokers.

Donald Trump previu uma paragem “imediata” da guerra depois das eleições legislativas nos EUA, no início de novembro.

“A persistência dos preços altos na energia reforça o cenário de uma inflação mais elevada durante mais tempo”, considerou Kourkafas.

Hoje soube-se que o índice de preços no produtor (PPI, na sigla em inglês), nos EUA, em agosto, acelerou dos 4,8% homólogos de julho para 5,4%.

E isto antes da escalada militar recente em torno do Estreito de Ormuz.

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Já afetado pela geopolítica, o mercado da dívida recebeu mal este índice.

A taxa de juro da dívida pública a 30 anos dos EUA estabeleceu um novo máximo desde 2007, nos 5,37%, enquanto a dos 10 anos, mais seguida, passou dos 4,84% de quarta-feira para 4,96%.

“Não é necessariamente o nível, mas a velocidade a que as taxas aumentam” que preocupa, apontou Kourkafas.

Os credores exigem juros mais elevados para compensar a inflação, que corrói no tempo o valor do seu capital, mas também porque consideram a situação económica mais arriscada.

Os valores do PPI reforçaram as expectativas de a Reserva Federal aumentar a sua taxa de juro de referência na próxima semana, com os investidores a anteciparem uma segunda até ao final do ano.

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