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Que negócios vão sobreviver ao coronavírus? Flexibilidade e ecommerce são essenciais

Ter modelos de negócio flexíveis e capazes de se adaptarem a mudanças imprevisíveis, apostar em plataformas de comércio electrónico robustas e estar disponível para gerar sinergias com outras empresas e fornecedores. São estas algumas das principais características dos negócios que conseguirão sobreviver à crise provocada pelo novo coronavírus.

Segundo o jornal El País, a paisagem empresarial mudou muito nos últimos seis meses, com empresas a fechar e projectos com apenas cinco trabalhadores a crescer até 150% durante a quarentena graças às vendas online. Alterações como estas fazem com que seja preciso reorientar os modelos de negócios. Para ajudar as empresas, a publicação espanhola apresenta quatro caminhos a seguir:

1 – Nova organização do negócio
O “novo normal” das empresas pauta-se pela flexibilidade, tanto para os patrões como para os empregados, de modo a responder às necessidades do mercado, dos trabalhadores e dos clientes. O primeiro passo será adaptar as instalações da empresa e os respectivos serviços aos novos protocolos sanitários, nomeadamente distanciamento e disponibilização de desinfectante. A empresa também deve estar preparada para possíveis baixas médicas e situações de teletrabalho. O segundo passo envolve a identificação de novas oportunidades. Isso faz-se, por exemplo, ouvindo os consumidores e percebendo aquilo de que precisam actualmente.

Joerg Wuttke, presidente da Câmara de Comércio da União Europeia na China, aconselha também uma revisão da cadeia de fornecedores e parceiros. Será boa ideia ampliar o número de empresas com as quais se trabalha e apostar em companhias locais, tendo em conta potenciais encerramentos de fronteiras.

2 – A importância da logística
«Tem sido extraordinário comprovar como têm sido resistentes as cadeias de abastecimento retalhistas», afirma Tim Haford, economista britânico em entrevista ao Financial Times. A pandemia de COVID-19 veio mostrar como a logística é importante, alertando as empresas para a necessidade de investimento nesta componente do negócio. Contar com um parceiro de entregas seguro e de confiança tornou-se mais indispensável do que nunca, tanto para as pequenas lojas de bairro como para companhias maiores.

3 – Tecnologia enquanto arma para combater a COVID-19
O comércio electrónico e o teletrabalho são dois dos principais fenómenos decorrentes da crise sanitária que assolou o Mundo, evidenciando o papel que a tecnologia pode ter no dia-a-dia das famílias e dos negócios. Dados da Salesforce mostram que as vendas online cresceram 67% só no segundo trimestre deste ano. O serviço de videochamadas Zoom, por seu turno, passou de 10 milhões para 200 milhões de utilizadores diários no espaço de um ano.

No que ao ecommerce diz respeito, há que ter, contudo, alguns cuidados. A comunicação, por exemplo, deve ser uma prioridade de modo a garantir a fidelização dos clientes. «Em situações de crise como aquela que vivemos, melhorar a comunicação entre empresa e cliente é vital, além de contar com uma boa equipa de apoio ao cliente capaz de atender, gerir e satisfazer estas expectativas», explica o especialista Xabier Arruza.

No campo do teletrabalho, a preocupação deve ir para a segurança das videochamadas. É preciso prevenir potenciais roubos de dados ou ataques de informáticos, facilitados com o facto de as equipas estarem a trabalhar a partir de casa e, muitas vezes, sem redes seguras.

4 – Criatividade como ponto de partida
Por fim, o El País sugere que as empresas não se esqueçam da criatividade. É essencial para criar novas formas de venda e de comunicação, assegurando a confiança dos consumidores e a rentabilidade do negócio. Alguns restaurantes, por exemplo, estão a oferecer máscaras à entrada e a informar os clientes sobre os protocolos de limpeza, gesto que poderá ser apreciado por quem ainda tem algum receio de sair de casa.

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