De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Produção Industrial apresentou cresceu 4,6% em março em comparação com o mês de fevereiro, e 0,5% em comparação com o período homólogo de 2021.
O agrupamento de energia teve uma representatividade de relevo nestes valores. Excluindo este agrupamento, a variação foi de 1,6% em termos homólogos, e de 3,1% em comparação com o mês precedente.

De acordo com o gabinete de estatística português, a taxa de variação da secção das Indústrias Transformadoras situou-se em 1,2% em comparação com o período homólogo, tendo registado 2,3% comparado com o mês de fevereiro.
A variação mensal do índice agregado foi 4,3%, enquanto em todo o primeiro trimestre este índice diminuiu 2,3% face ao trimestre homólogo.
Numa análise de comparação com o período homólogo de 2021, e tendo em consideração o impacto da pandemia no setor industrial durante todo o período pandémico, os grandes agrupamentos industriais apresentaram evoluções díspares. O agrupamento de Bens Intermédios, por exemplo, apresentou o maior contributo para a variação do índice total, originado por uma taxa de variação de 3,5%. O agrupamento de Bens de Consumo contribuiu com 1,0 pontos percentuais (p.p.), “tendo abrandado de uma variação homóloga de 7,9%, em fevereiro para 3,1% no mês análise”.
Destaque para os agrupamentos de Bens de Investimento e de Energia que apresentaram contributos negativos de -0,9 p.p. cada, resultando em taxas de variação de -6,0% e de -4,6%, merecendo destaque a recuperação da Energia que tinha contraído 32,5% em fevereiro. Esta recuperação deveu-se à produção de eletricidade, “seja pelo forte crescimento da eólica e térmica, seja pela
recuperação da hídrica, embora mantendo-se com variação homóloga negativa2, revela o INE.














