IRS: prepare-se para reembolsos mais baixos (ou até para pagar)

A explicação está nas alterações às retenções na fonte feitas em 2025

Revista de Imprensa

Se está à espera do habitual ‘bónus’ do reembolso do IRS, este ano a realidade pode ser bem diferente. A campanha arranca com previsões de reembolsos mais baixos — e, em alguns casos, até com imposto adicional a pagar, segundo o ‘Jornal de Notícias‘.

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A explicação está nas alterações às retenções na fonte feitas em 2025. Ao longo do ano, os descontos passaram a aproximar-se mais do imposto efetivamente devido, o que reduz o valor a acertar no final. Resultado: menos dinheiro devolvido — ou até contas a pagar.

A tendência não é nova. Em 2024, os reembolsos já tinham caído 801 milhões de euros, uma quebra de 23,2% face ao ano anterior. Ao mesmo tempo, a receita líquida do IRS aumentou mais de 1.565 milhões de euros, refletindo precisamente essa redução das devoluções aos contribuintes.

Este ano, o cenário repete-se. Apesar de algumas alterações — como a atualização dos escalões, a descida de taxas entre o 2º e o 5º escalão ou o aumento do mínimo de existência para 12.880 euros — o impacto no reembolso tende a ser limitado.

Na prática, muitos contribuintes vão sentir menos ‘folga’ no momento da liquidação. O reembolso que antes ajudava a pagar férias, obras ou reforçar poupanças poderá ser mais curto — ou inexistente.

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Há, ainda assim, algumas novidades fiscais. O novo IRS Jovem prevê isenções até 10 anos para contribuintes até aos 35 anos, surgem novas deduções (como despesas com trabalho doméstico ou cultura) e aumenta a consignação de IRS para 1%, sem custos.

Mas atenção: o IRS automático, embora mais abrangente, não é necessariamente a opção mais vantajosa. A DECO PROteste alerta para a importância de confirmar todos os dados antes de aceitar a proposta, já que erros ou omissões podem afetar o valor final a receber — ou a pagar.

A entrega da declaração decorre entre 1 de abril e 30 de junho, com os reembolsos a serem processados entre abril e agosto, dependendo da data de submissão.

Num ano em que o imposto foi sendo pago de forma mais ajustada mês a mês, o acerto final perde impacto. E isso traduz-se numa mensagem clara para os contribuintes: o ‘cheque’ do IRS vai ser mais pequeno — quando existir.

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