A GNR deteve 173 suspeitos do crime de incêndio florestal desde o início do ano, em Portugal, e já investigou 6.200 fogos, segundo dados do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).
“Dos últimos 10 anos, é claramente o ano com maior número de detenções. O que também nos indica que ainda há trabalho a fazer nesta área”, afirmou o diretor do SEPNA, coronel Ricardo Alves.
Ricardo Alves falava em Vila Pouca de Aguiar, durante as jornadas de investigação criminal, promovidas pelo Comando de Vila Real da GNR, disse que desde o início do ano e até hoje, a Guarda deteve 173 suspeitos do crime de incêndio florestal em todo o país.
Em 2025, a GNR deteve 68 suspeitos do mesmo crime.
As jornadas, realizadas no âmbito das comemorações do 17.º aniversário do Comando Territorial da GNR de Vila Real, incidiram sobre os incêndios florestais e a violência doméstica, os crimes mais participados no distrito transmontano.
O diretor do SEPNA advertiu que, por causa das condições meteorológicas verificadas nesta altura, ainda se poderão registar mais ocorrências de incêndio.
Segundo o coronel Ricardo Alves, a GNR já investigou este ano 6.200 incêndios, um número que “denota um alinhamento face ao ano passado”.
“As queimas e queimadas ocupam aqui uma grande fatia de todas as causas investigadas até o momento, seguindo-se depois o uso intencional, ou seja, provocar o incêndio com intenções de causar o próprio incêndio, seja por causas inimputáveis ou causas imputáveis ao indivíduo”, referiu.
Quanto ao perfil do incendiário, disse que a maior parte dos suspeitos são homens na faixa etária dos 50 anos, mas apontou para um crescendo de mulheres suspeitas.
“Da totalidade dos detidos, 19% são de género feminino, os restantes são de género masculino, continuam a ser a grande parte”, referiu.
Ricardo Alves disse ainda que a GNR aposta na prevenção e na investigação.
“Sabendo nós o género dos suspeitos, a faixa etária, as motivações, podemos antecipadamente prever os locais também e antecipar os possíveis autores e, por isso, não podemos dissociar as duas”, salientou.














