Fenprof marca Ação Nacional de Luta para o próximo dia 17 de abril

A Fenprof marcou para o próximo dia 17 de abril, uma Ação Nacional de Luta, por volta das 15 horas, pedindo «diálogo, negociação e soluções para os problemas e respeito pelos professores e educadores».

Simone Silva

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) marcou para o próximo dia 17 de abril, uma Ação Nacional de Luta, por volta das 15 horas, pedindo «diálogo, negociação e soluções para os problemas e respeito pelos professores e educadores».

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Num comunicado enviado às redações, o organismo revela que a ação terá lugar «em Lisboa, junto ao Centro Cultural de Belém» e não é por acaso. «O local escolhido decorre do facto de, embora a presidência portuguesa rotativa do Conselho da União Europeia esteja sedeada no Ministério dos Negócios Estrangeiros, aquele ser o local escolhido para a realização de alguns dos principais eventos desta presidência».

«É intenção da Fenprof não só exigir do governo diálogo, negociação, soluções para os problemas e respeito pelos professores e educadores, como denunciar no espaço geopolítico temporariamente presidido por Portugal os problemas que se vivem na Educação, que afetam os professores e que resultam do facto de o designado diálogo social, no nosso país, ser pouco mais que produto de exportação não consumido internamente», revela na mesma nota.

Adicionalmente, a Federação tenciona «entregar na Assembleia da República, no próximo dia 23 de março, a Petição “Não à alegada descentralização (municipalização) da Educação”, esperando que ela seja a oportunidade para repensar um erro que, a concretizar-se, demorará muito tempo a emendar».

Por último, outros dos objetivos passa por «acompanhar o regresso dos professores às escolas nos dias 5 e 19 de abril, lembrando que entre as duas datas, milhares de professores que exercem atividade no 3.º Ciclo e no Ensino Secundário terão turmas em regime presencial e turmas em ensino remoto, o que constitui uma dificuldade acrescida na organização do trabalho».

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«Há que lembrar que a vida das escolas e os problemas dos professores vão muito para além dos relacionados com a pandemia ou o teletrabalho e, também em relação a esses problemas, o Ministério da Educação recusa qualquer diálogo ou negociação que leve à sua superação», motivo pelo qual vão avançar com as ações, explica a Fenprof em comunicado.

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