Wall Street prossegue queda com subida do petróleo e do custo da dívida

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, a ceder a uma nova subida das cotações do petróleo e a persistência da mesma tendência nos rendimentos obrigacionistas, na véspera da reunião da Reserva Federal (Fed).

Executive Digest com Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, a ceder a uma nova subida das cotações do petróleo e a persistência da mesma tendência nos rendimentos obrigacionistas, na véspera da reunião da Reserva Federal (Fed).

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O resultado da sessão indica que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 0,63%, o tecnológico Nasdaq recuou 0,78% e o alargado S&P500 baixou 0,45%.

“Constata-se uma fraqueza generalizada do mercado bolsista”, resumiram os analistas da Briefing.com.

Perante a continuação da situação no Médio Oriente, subsequente ao ataque israelo-norte-americano ao Irão, as cotações do petróleo continuam a subir, o que alimenta as tensões inflacionistas.

Neste contexto, o rendimento do título da dívida federal a dez anos atingiu hoje os 5,03%, algo inédito desde julho de 2007 e a crise dos créditos imobiliários, a designada ‘subprime’.

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Os investidores no mercado obrigacionista exigem um rendimento mais elevado para estes títulos da dívida pública para compensar a subida dos preços, que corrói com o passar do tempo o valor da aplicação.

“Rendimentos obrigacionistas mais elevados refletem-se diretamente nas finanças das famílias”, porque servem de referência às taxas do crédito imobiliário e do destinado ao consumo, apontou Mark Malek, da Siebert Financial.

Quando sobem, estas taxas pesam também sobre as empresas, que assim reduzem o investimento e as contratações, o que inquieta Wall Street.

Perante a subida dos preços, “os investidores esperam cada vez mais uma política monetária firme” da parte do banco central, estimou Adam Turnquist, da LPL Financial.

Com efeito, a expectativa dominante é a da subida da taxa de juro de referência da Fed em um quarto de ponto percentual no final da reunião do seu Comité de Política Monetária (FOMC, na sigla em Inglês) que termina na quarta-feira.

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Mas alguns analistas manifestam-se prudentes, admitindo que a Fed pode decidir manter a taxa no intervalo onde está, entre 3,50% e 3,75%.

“Mesmo que seja expectável uma baixa da taxa, nada está decidido”, resumiram os analistas do Unicredit, apontando a “incerteza significativa” desde que Kevin Warsh é o presidente do banco central.

“O menor sinal que Warsh dê sobre a política monetária vai ser escrutinado com uma atenção extrema”, antecipou Kevin Ford, da Convera.

Entre as cotadas, as associadas às moedas digitais sofreram com a baixa do bitcoin, depois de o Senado não ter conseguido aprovar um primeiro texto relevante de regulação do setor. Assim, as plataformas de trocas Coinbase (-10,10%) e Robinhood (-3,39%) tremeram, tal como o ‘minerador’ (criador de moeda digital) Riot Platforms, que perdeu 5,97%.

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