“Dois mil milhões de pessoas vivem sem acesso a água potável – isto quer dizer que uma em cada quatro não tem acesso a este bem essencial – e 600 milhões serão crianças”. Por isto, e por muito mais, a UNICEF lançou a campanha “Última gota: doe água” para colmatar estas dificuldades.
Este domingo, entre as 10h e as 13h, a UNICEF Portugal vai estar na praia de São João, na Costa da Caparica, em Almada. Vão ser distribuídos jerricãs pelos banhistas que terão de percorrer dezenas de metros para simular o percurso feito por milhares de crianças em todo o mundo para acederem a água potável. Os participantes serão desafiados ainda a cozinhar, tomar banho ou lavar a loiça apenas com 5 litros de água, exemplo dos desafios diários que as famílias em territórios em contexto de seca enfrentam.
A UNICEF indica que morrem, em média, todos os dias mil crianças com doenças relacionadas com água contaminada e salienta que a situação tem piorado: “A situação está muito pior, não só a nível da seca extrema, mas também das vagas de calor, sublinha Luísa Mota, Diretora de Recolha de Fundos e Parcerias UNICEF Portugal.
Da mesma forma, Luísa Mota acrescenta ainda que 80% das famílias que vivem nesta situação dão a a tarefa de procurar água a mulheres e crianças, na Nigéria 90% das raparigas que têm esta tarefa já sofreram algum tipo de violência.
As maiores preocupações que a ausência de água suscita é a subnutrição, sendo que “quando não há água, impossibilita criação de gado e leva a deslocações em massa, sujeitas a mais violência”. Para além disso, a falta de acesso à escola no caso das crianças que passam os dias a ir buscar água.














