A análise de Raul Neto, CEO da Randstad Portugal
Os resultados do 39.º barómetro da Executive Digest vem reforçar o sentimento crescente de optimismo por parte das empresas, não só em relação ao seu desempenho futuro, mas também no que diz respeito ao objectivo de crescimento económico da economia portuguesa se situar acima dos 2,1%. Também a intenção de aumentar o investimento para 2025 é disso reflexo, certamente ajudada por uma diminuição das taxas de juro, e pela disponibilidade do sector bancário na concessão de financiamento.
No entanto, este sentimento não elimina o clima de incerteza vigente, marcado por um fraco desempenho das maiores economias europeias, e uma crise instalada em certos sectores fundamentais para a economia portuguesa, como é o caso da indústria automóvel, e em que a vitória de Trump nas recentes eleições americanas veio agravar como demonstra a expectativa de que este venha a ter um impacto significativo na economia portuguesa, muito dependente de quais as políticas fiscais e comerciais que venham a ser implementadas pelos Estados Unidos da América.
E é em momentos como o que vivemos, que é reforçada a importância de uma tríade de elementos que acredito serem os factores-chave para o crescimento económico e o aumento da competitividade: liderança, competências e tecnologia.
Acredito que o crescimento consegue-se recorrendo a um maior nível de digitalização e automação, conferindo uma maior agilidade às empresas, e respectivos ganhos de produtividade, associado ao fundamental desenvolvimento do talento, e a par de uma liderança inovadora que seja capaz de dar resposta à volatilidade dos mercados.
Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 225) da Executive Digest, no âmbito da XXXIX edição do seu Barómetro.














