O preço do cabaz alimentar voltou a aumentar em Portugal pela terceira semana consecutiva e atingiu os 255,97 euros. Tomate chucha, pão de forma sem côdea e atum em óleo vegetal foram os produtos que mais encareceram nos últimos dias, enquanto a comparação com 2022 revela que há alimentos cujo preço já mais do que duplicou.
De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pela DECO PROteste, o cabaz composto por 63 produtos alimentares essenciais ficou 72 cêntimos mais caro numa semana.
Desde o início de 2026, a diferença já chega aos 14,15 euros, correspondentes a um aumento de 5,85%. Há um ano, comprar exatamente os mesmos produtos custava menos 15,59 euros, uma diferença de 6,49%.
Olhando ainda mais para trás, o aumento é substancialmente maior: no início da monitorização, em janeiro de 2022, o mesmo cabaz podia ser comprado por menos 68,27 euros. Em cerca de quatro anos e meio, a diferença acumulada chega assim aos 36,37%.
Tomate chucha dispara 18% em poucos dias
Entre 9 e 12 de setembro, foi o tomate chucha que registou a maior subida percentual entre os produtos analisados pela DECO PROteste.
O preço aumentou 18%, atingindo os 2,68 euros/kg. Segue-se o pão de forma sem côdea, que encareceu 11%, para 2,61 euros, enquanto o atum posta em óleo vegetal ficou 9% mais caro, passando a custar 1,61 euros.
As alterações semanais mostram também como os produtos que mais pressionam o cabaz podem mudar rapidamente. Na análise anterior, era o carapau que liderava as subidas, depois de ter encarecido 23% numa semana.
A DECO PROteste acompanha semanalmente os preços de 63 bens alimentares essenciais, calculando o custo do cabaz a partir dos preços praticados nos principais supermercados com lojas online.
Carapau está 30% mais caro do que há um ano
A comparação anual mostra aumentos particularmente expressivos no pescado.
O carapau está 30% mais caro do que no mesmo período do ano passado e custa agora 5,82 euros/kg. O bacalhau graúdo apresenta uma subida de 29%, para 20,06 euros/kg, enquanto o robalo encareceu 27%, atingindo os 10,35 euros/kg.
Mas é quando se recua até janeiro de 2022 que aparecem as diferenças mais acentuadas.
Carne de novilho mais do que duplicou de preço desde 2022
A carne de novilho para cozer é atualmente o produto com o maior aumento percentual desde que a DECO PROteste começou a acompanhar este cabaz.
O preço subiu 117% desde janeiro de 2022, chegando agora aos 12,62 euros/kg. Ou seja, custa atualmente mais do dobro do que no início da monitorização.
O bacalhau graúdo surge entre os maiores aumentos acumulados, com uma subida de 89% e um preço atual de 20,06 euros/kg. A couve-coração também encareceu 89% durante o mesmo período, custando agora 1,87 euros.
No conjunto, a evolução significa que uma compra de 63 produtos que em janeiro de 2022 custava menos 68,27 euros exige agora 255,97 euros.














