Depois do Credit Suisse, Société Générale, Royal Bank of Scotland, ING e, mais recentemente, do HSBC, o Barclays decidiu também mudar o seu presidente executivo, tendo começado já a procurar um substituto de Jes Staley, actual CEO do banco.
Jes Staley, em funções desde 2015, já anunciou aos seus colegas que está de saída até ao final do próximo ano, saída essa que pode tornar-se oficial na reunião anual de Maio de 2021, de acordo com fontes próximas do processo, citadas pelo Financial Times.
No seguimento desta saída, o conselho de administração do Barclays terá de nomear uma empresa externa para identificar pessoas fora do banco, que possam suceder ao cargo de CEO, uma vez que dentro da instituição as hipóteses são poucas, avança o mesmo jornal, que referiu que o banco se recusou a prestar qualquer comentário.
Esta mudança por parte da instituição financeira, acontece na sequência de uma investigação britânica para apurar a ligação entre Staley e o milionário norte-americano acusado de tráfico sexual, Jeffrey Epstein, ligação essa que o Barclays «lamenta profundamente».
Se o actual CEO for obrigado a afastar-se mais cedo do cargo, por conta da investigação, o Barclays terá de nomear um presidente interino, enquanto continua à procura de um substituto, de acordo com outra fonte próxima citada pelo Financial Times.
O ING também se encontra na mesma situação, planeando escolher um novo líder até ao outono, depois da saída de Ralph Hamers. A história repete-se no HSBC, depois da saída de Jean Pierre Mustier, Noel Quinn encontra-se na corrida para o cargo.
Também António Simões, um gestor português, líder do segmento da banca privada mundial do HSBC, era um dos nomes apontados como um eventual candidato, mas acabou por sair na sequência da reestruturação do banco britânico.








