Fretilin condena incidente em Fátima e pede a timorenses para promoverem paz

A Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), líder da oposição, condenou hoje os incidentes registados, no domingo, em Fátima (Portugal), e pediu aos timorenses para promoverem a paz e a estabilidade.

Executive Digest com Lusa

A Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), líder da oposição, condenou hoje os incidentes registados, no domingo, em Fátima (Portugal), e pediu aos timorenses para promoverem a paz e a estabilidade.

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“A bancada da FRETILIN encontra-me muito preocupada e lamenta esta situação e condena qualquer tipo de uso de violência”, referiu, em comunicado divulgado à imprensa, o segundo partido mais votado nas legislativas timorenses.

A Fretilin apelou a todos os cidadãos em “Timor-Leste e na diáspora para que se distanciem da violência, promovam a paz e a estabilidade de forma a garantir o respeito e a harmonia entre timorenses e outras populações, contribuindo para o desenvolvimento”, de acordo com a mesma nota.

Uma pessoa morreu esfaqueada e quatro ficaram feridas na madrugada de domingo em Fátima, após uma discussão na via pública entre um grupo de pessoas.

O partido salientou também que Timor-Leste tem a responsabilidade de “cooperar com o Estado português e de encontrar as formas necessárias” para garantir que os timorenses “respeitem as leis e as regras em Portugal e colaborarem para a estabilidade”.

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“Apelamos ao Estado e ao povo português para que não assuma esta situação como uma generalização para toda a comunidade timorense em Portugal e ajudem a evitar discursos de ações de caráter xenófobo e discriminatório contra quem quer seja”, pediu o partido timorense.

Os restantes partidos com assento parlamentar em Timor-Leste também lamentaram os incidentes em Fátima.

“A bancada da FRETILIN apela também para que todas as organizações existentes controlem os seus membros de forma a evitar problemas e contribuir para a estabilidade”, referiu, no comunicado.

Várias fontes políticas contactadas pela Lusa indicaram existirem alegações de que os incidentes registados em Fátima, no domingo, envolveram grupos de artes marciais e rituais de Timor-Leste.

Em novembro passado, o Governo timorense suspendeu a aprendizagem e a prática das artes marciais, tendo em conta os graves incidentes registados no país.

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