“Ucrânia vai preparar uma nova contraofensiva”, garante Zelensky

Presidente ucraniano deu uma entrevista à ‘Fox News’ e reconheceu que a situação no leste da Ucrânia “é muito complicada”

Francisco Laranjeira

A Ucrânia vai preparar uma nova contraofensiva contra a Rússia, garantiu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em entrevista à ‘Fox News’, esta quinta-feira: a promessa do líder ucraniano chegou na véspera do segundo aniversário do início da invasão russa, ordenada por Vladimir Putin.

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“É claro que prepararemos uma nova contraofensiva, uma nova operação”, frisou Zelensky, que indicou que a situação no campo de batalha “não é um impasse”. “Na verdade, é muito complicada no Leste”, apontou. Apesar das dificuldades, o presidente ucraniano sublinhou que “o único” sucesso da Rússia em nove meses foi tomar a cidade de Avdiivka.

A falta de armas do Ocidente tem colocado vários desafios e limitações às forças armadas ucranianas e Zelensky voltou a garantir que a Ucrânia precisa de armas de longo alcance – a artilharia de Kiev pode atingir até cerca de 20 quilómetros, enquanto a russa tem o dobro do alcance. “É uma espécie de guerra injusta”, observou.

Este domingo foi hasteada em várias partes da cidade de Avdiivka, em Donetsk, a bandeira russa, horas depois de as forças ucranianas terem feito uma retirada das ruínas de uma cidade que defendem há uma década. No entanto, este não é o único ponto complicado para Kiev: há vários outros locais, ao longo da linha da frente – que tem cerca de mil quilómetros, desde a fronteira da Rússia, a norte, até ao Mar Negro.

Os militares russos podem ter percebido uma janela de vulnerabilidade no seu adversário. As melhores unidades da Ucrânia estão esgotadas após dois anos de combate; há um novo comandante-chefe, Oleksandr Syrskyi; e as tropas ucranianas têm falta de munições e estão vulneráveis a ataques aéreos implacáveis.

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Embora o objetivo do presidente Volodymyr Zelensky e das forças armadas seja recuperar todo o território ocupado pelos russos, os ucranianos lutam agora para evitar que o rival aumente os cerca de 18% do território ucraniano que já detém.

Os russos lançaram uma campanha determinada para tomar Avdiivka em outubro. Mas eles também estão a atacar perto de Bakhmut e Mariinka (também em Donetsk), e em direção a Kupiansk, no norte.

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