Televisão pública checa vai despedir 12% dos trabalhadores até 2030

A televisão pública checa (CT) vai reduzir em 12% o quadro de pessoal e cortar produção e emissões até 2030, devido à redução de receitas prevista com a mudança do modelo de financiamento em 2027.

Executive Digest com Lusa

A televisão pública checa (CT) vai reduzir em 12% o quadro de pessoal e cortar produção e emissões até 2030, devido à redução de receitas prevista com a mudança do modelo de financiamento em 2027.

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A partir do próximo ano, a radiodifusão pública checa passará a ser financiada através do Orçamento do Estado, substituindo o sistema de taxas pagas pelos cidadãos em vigor desde 2005, segundo a CT.

A televisão pública prevê receber do Estado 237 milhões de euros em 2027, menos 15% do que o montante que deverá arrecadar este ano através das taxas.

O orçamento total da CT para este ano, incluindo receitas publicitárias, ascende a 354 milhões de euros, sendo que as taxas representam quase 80% desse valor.

O diretor-geral da CT, Hynek Chudarek, apresentou um plano de poupança de longo prazo que prevê uma redução de custos de 15 milhões de euros em 2027, equivalente a 4% do orçamento previsto para 2026.

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Além da redução do quadro de pessoal, com cerca de 2.900 trabalhadores, a televisão pública vai diminuir no próximo ano o investimento em novas produções, cancelar a emissão noturna do canal de notícias CT24 e reduzir a produção, refere a imprensa checa.

O plano prevê ainda o fim de programas infantis e a passagem de alguns programas semanais para uma periodicidade mensal.

A mudança do modelo de financiamento é promovida pelo Governo liderado pelo primeiro-ministro Andrej Babis.

Os meios de comunicação checos e os sindicatos reagiram ao anúncio dos cortes, manifestando preocupação com o impacto na televisão pública, nomeadamente na informação regional.

Segundo a imprensa local, a redução de pessoal já levou à saída de alguns jornalistas, tendo sido apontadas preocupações sobre a independência dos meios de comunicação públicos e o risco de maior influência governamental.

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