Vendas das empresas caíram 40%. Expectativa é que a quebra se mantenha até dezembro

Um novo inquérito da CIP aponta que a grande maioria das empresas espera vender menos nos últimos quatro meses deste ano, comparando ao mesmo período de 2019.

Mara Tribuna

Um novo inquérito da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) divulgado esta segunda-feira aponta que a grande maioria das empresas espera vender menos nos últimos quatro meses deste ano, comparado ao mesmo período de 2019.

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Assim, 61% das empresas estão a antecipar menos negócio até Dezembro e só uma minoria vai cortar no investimento e nos trabalhadores. Apenas 21% das empresas assumem que deverão ter no final deste ano menos funcionários do que os que tinham no mesmo período no ano passado.

O inquérito, destinado a recolher e analisar informação sobre as expectativas de empresários e gestores sobre a evolução da sua actividade, aponta que mais de metade das empresas (54%) inquiridas indicam que as vendas caíram no mês de Agosto, registando descida, em média, superior a 40%, face a igual mês de 2019. Também as encomendas em carteira, no início de Setembro, diminuíram 40%, em média, segundo dados de 56% das empresas inquiridas a que esta situação se aplica.

“Estes dados mostram bem que a retoma da economia não vai ser imediata, que as empresas estão fragilizadas e que é necessário um esforço conjunto para que consigamos ultrapassar esta situação”, afirmou o vice-presidente da CIP Armindo Monteiro, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados.

Há 12% das empresas a afirmar que ainda estão a utilizar o lay-off e 17% a revelar que já recorreram ao incentivo extraordinário à normalização da actividade empresarial.

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A “retoma da actividade económica está a ser lenta, com as empresas a registarem uma quebra nas vendas, mas também nas encomendas. Apesar das perspectivas negativas, maioria quer manter ou aumentar investimento e recursos humanos”, indica a CIP em comunicado de imprensa.

Apesar da crise económica provocada pela pandemia, 69% das empresas disse que esperava manter a sua força de trabalho inalterada. Já 21% assume que deverão ter menos funcionários no final de 2020 do que os que tinham no mesmo período em 2019.

Relativamente aos planos de investimento, os dados divulgados pela CIP mostram que 44% dos negócios querem manter tudo como está, com outros 17% a referirem o objectivo de aumentar, aliás, o investimento, numa média de 34%.

As conclusões constam do estudo Sinais Vitais, um projecto da CIP, em parceria com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

O oitavo estudo ouviu 658 empresas, com maior representatividade dos sectores de indústria, energia, serviços e comércio.

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Este inquérito tem o objectivo de recolher informação actualizada sobre a posição dos responsáveis pelas empresas portuguesas e sobre o impacto que diferentes situações têm nestas, no quadro da situação de excepção provocada pela pandemia de covid-19.

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