Vacina russa ‘Sputnik V’ apresenta eficácia de 91,6% contra a covid-19

O resultado vem cinco meses depois de a Rússia ter aprovado o uso e distribuição da vacina no país.

Mara Tribuna

A vacina russa chamada ‘Sputnik V’ tem uma eficácia de 91,6% contra a covid-19, de acordo com os resultados da fase três dos ensaios clínicos publicados na revista científica The Lancet. O resultado vem cinco meses depois de a Rússia ter aprovado o uso e distribuição da vacina no país.

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“Os resultados são claros e o princípio científico desta vacinação foi demonstrado, o que significa que uma vacina adicional pode agora juntar-se à luta para reduzir a incidência da covid-19”, disseram dois especialistas britânicos num comentário anexado ao estudo.

O estudo revisto por pares foi publicado no The Lancet esta terça-feira. Muitos dos autores estão afiliados ao Ministério da Saúde da Rússia, segundo a publicação.

Um virologista da Universidade de Leicester do Reino Unido, Julian Tang, disse também que a análise provisória mostrou que a vacina era 91,6% eficaz após duas doses. No entanto, o perito observou que o ensaio só foi conduzido em participantes que relataram sintomas do novo coronavírus e foram depois testados, o que significa que os resultados só incluem pessoas com sintomas da covid-19.

Neste sentido, “é necessária mais investigação para compreender a eficácia da vacina sobre a covid-19 assintomática, e a sua transmissão”.

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A Rússia aprovou a vacina ‘Sputnik V’ para utilização de emergência em agosto de 2020, tornando-se o primeiro país do mundo a aprovar uma vacina contra a covid-19. No entanto, fê-lo sem ter todos os testes clínicos terminados – a vacina ainda não tinha sido submetida a ensaios da fase três, essenciais para garantir a segurança e revelar efeitos secundários mais raros.

Na altura, alguns peritos e especialistas sugeriram que a produção da vacina poderia ter sido apressada por razões políticas, e alertaram para os efeitos secundários perigosos. O virologista britânico Julian Tang disse agora que os resultados justificaram, em certa medida, que a Rússia desse a vacina às pessoas antes dos resultados da fase três.

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