As companhias aéreas da Europa estão a insurgir-se contra o plano climático da União Europeia, referindo que o imposto previsto sobre o combustível dos aviões “é contraproducente”, já que o setor se prepara para antecipar medidas mais ecológicas e fazer da Europa o primeiro continente neutro em carbono.
“Medidas punitivas, como a tributação, reduzem os recursos que poderiam apoiar investimentos para reduzir as emissões”, disse à Bloomberg a Associação Internacional de Transporte Aéreo.
Também a Deutsche Lufthansa AG alertou para o facto de as propostas da UE precisarem de medidas adicionais “para garantir condições equitativas para as transportadoras”.
A indústria marítima alertou, por seu lado, que os planos do bloco vão inclusivamente atrapalhar as negociações sobre um imposto global de carbono.
A meta da UE é ambiciosa: tentar reduzir as emissões de CO2 em 55% até 2030 em comparação com os níveis de 1990, superando a meta anterior que previa uma redução de 40%.
O objetivo é diminuir a poluição dos transportes, um setor que responde por até um quarto das emissões totais.
Para atingir o objetivo, a UE prevê implementar uma enorme lista de medidas “mais amigas do ambiente”, ambicionando eliminar gradualmente os carros com motor de combustão e cobrar novos impostos sobre o combustível dos aviões, por exemplo.














