Só 150 mil portugueses estão imunes à Covid-19

Portugal tem uma taxa de imunidade de grupo à Covid-19 de apenas 1,5%. Ou seja, como o país tem 10 milhões de habitantes, isto significa que só 150 mil portugueses estão imunes vírus, noticia o “Correio da Manhã” (CM).

A taxa de imunidade da população portuguesa foi transmitida pelos epidemiologistas a Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, líderes políticos e representantes dos parceiros sociais na última reunião realizada na sede do Infarmed, em Lisboa, a 7 de Abril, explica o CM. Os peritos em saúde pública, segundo apurou o jornal, adiantaram que esta taxa é baixa e que é importante ter uma taxa de imunidade de grupo entre 60% e 70%, para suportar melhor uma eventual segunda vaga de contágio.

De acordo com os epidemiologistas, a baixa taxa de imunidade de grupo resulta da estratégia de controlo da propagação da doença através de medidas de quarentena. Para os peritos em saúde pública, é necessário aumentar a taxa de imunidade da população, sem colocar em risco os ganhos obtidos até agora. Ou seja, defendem que o alívio das medidas de quarentena tem de ser feito de forma gradual e sem facilitismos, para evitar o reaparecimento de um surto do coronavírus. 

Também na última reunião com os epidemiologistas, o Presidente da República e o primeiro-ministro pediram a esses peritos que apresentem, no encontro desta quarta-feira, dia 15 de Abril, uma previsão do número de pessoas que podem ser libertadas para a economia, de forma a aumentar a taxa de imunidade sem colocar em risco o controlo da doença.

Ao “CM”, Filipe Froes, médico pneumologista, diz que uma taxa de imunidade de grupo de 1,5% «é baixa, e não nos dá segurança para enfrentar uma segunda vaga». O coordenador da Unidade de Cuidados Intensivos Médico-Cirúrgicos do Hospital Pulido Valente, em Lisboa, sublinha ainda que «é importante proteger os grupos de risco e adoptar medidas de redução da transmissão da doença, como o uso de máscaras».

Outro especialista, que pediu o anonimato, defende que gestão do controlo da doença «é um jogo de equilíbrio, porque se eu não tiver a população imunizada, apanho uma pancada maior na segunda vaga de contágio». 

O novo coronavírus, detectado em Dezembro na China, já causou mais de 112 mil mortos em todo o mundo e infectou mais de 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infecção, quase 375 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito ontem pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 504 mortos, mais 34 do que no sábado (+7,2%), e 16.585 casos de infecção confirmados, o que representa um aumento de 598 (+3,7%). Dos infectados, 1.177 estão internados, 228 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 277 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em Estado de Emergência desde de 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril.

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