Volodymyr Zelensky, em entrevista a vários jornais espanhóis, salientou esta sexta-feira que “Putin agora está mais ameaçado do que eu”. “Há mais pessoas que querem matá-lo”, sublinhou, citado pelo ‘El Mundo’.
“No que diz respeito ao perigo pessoal, faz parte da minha vida e já me acostumei. Há muitas pessoas ao meu lado que também vivem em perigo. É uma escolha consciente que fizemos. Estou orgulhoso da tarefa que tenho pela frente”, salientou o presidente ucraniano.
A principal ameaça na Ucrânia, atualmente, passa pela central nuclear de Zaporizhia, que pode ser alvo de um ataque russo. “Putin é uma pessoa incontrolável, mesmo no seu próprio território. A Rússia está fraca e descontrolada. Vimos isso com a explosão da barragem em Kakhovka. Claro que existe o risco de explodir. Os nossos serviços de Inteligência sabem que há explosivos e 5 mil militares russos nas instalações com armas pesadas”, explicou Zelensky, que defendeu a contraofensiva de Kiev.
“O que significa ter resultados significativos? Cada quilómetro avançado custa vidas. Para nós o resultado mais desejado é libertar o nosso território mas salvar o nosso povo. Se os campos estiverem minados, não podemos enviar os nossos soldados para morrer. Na vida real, infelizmente, o preço é muito alto e a vida dos nossos militares é muito preciosa. As pessoas não são um recurso, como são para a Rússia, mas o nosso maior tesouro”, indicou, sem indicar o número preciso de mortos decorrente da invasão russa.
A ameaça do grupo Wagner, agora na Bielorrússia, está presente. “Se quiserem formar um punho ofensivo ou grupos de sabotagem com esses criminosos para atuar nas fronteiras polacas, saberemos em breve”, frisou, salientando que “temos de aproveitar esta situação para expulsar os nossos inimigos. Acreditamos que hoje eles não estão capazes de fazer nada sério contra a Ucrânia, mas vamos ficar de olho naquela fronteira norte”.














