Coimbra e Leiria serão os distritos que vão fechar a primeira semana da iniciativa “Professores na Campanha”. Nesta sexta-feira, a precariedade estará no centro das propostas a apresentar pela Fenprof, mas não será o único assunto a abordar em distritos que também já começam a sentir, em algumas disciplinas, falta de professores.
Ao quinto dia de campanha, os professores juntar-se-ão:
– Em Coimbra, na Praça 8 de Maio, pelas 10 horas;
– Em Leiria, no Largo 5 de outubro (frente ao antigo Banco de Portugal), pelas 15 horas.
A Fenprof insurgiu-se ontem com os erros na conceção da plataforma aberta pelo Ministério da Saúde para efeito de progressão da carreira. “Pela aplicação do Decreto-Lei nº 74/2023, milhares de professores aguardam a recuperação de muito pouco, mas que é, apesar de tudo, tempo de serviço das suas carreiras”.
“Para esse efeito, o Ministério da Educação, com meses de atraso, divulgou e abriu a plataforma em que os diretores introduziram os dados, relativos a cada um dos docentes abrangidos, e estes verificaram a sua correção. Apesar do inexplicável e inaceitável atraso do aparelho do ME para erigir esta plataforma, o que acontece é que surge cheia de erros na sua própria conceção, ora, nuns casos, em benefício dos docentes (antecipando, também de forma errada, os efeitos retroativos), noutros, em claro prejuízo”.
Ou seja, de acordo com o sindicato, “poderá ocorrer mais um atraso (na correção da ‘mecânica’ da própria plataforma) a somar aos já existentes, quando há docentes que aguardam os efeitos do dito ‘acelerador’ a fevereiro de 2023, ou seja, há um ano, precisamente. Até parece existir um qualquer instinto de malvadez nestes processos, de forma a que quanto mais tarde melhor. Prejuízos irrecuperáveis, pois, entretanto, os salários continuaram a ser desvalorizados e o valor do dinheiro, mesmo com retroativos, é cada vez menor”.
A Fenprof considerou “inadmissível que o ME, já tendo, seguramente, conhecimento destes erros, não tenha procedido à sua correção, mantendo docentes e diretores das escolas/agrupamentos, para além de indignados, profundamente irritados com a falta de respeito que continua a grassar nos serviços do ME e na sua direção política”.











