A análise de Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde
Os resultados do Barómetro revelam que mais de 70% das empresas viram o seu volume de negócios crescer no primeiro semestre de 2026. São ótimas notícias. Para que este crescimento seja duradouro, os princípios de sustentabilidade são uma alavanca adicional, pois a eficiência na utilização dos recursos é uma dimensão essencial do desenvolvimento económico.
Neste contexto, merece particular atenção o facto de temas como sustentabilidade e transição energética não figurarem entre as principais prioridades estratégicas para o segundo semestre do ano identificadas pelos participantes no 48.º Barómetro. Num momento em que a regulação europeia é cada vez mais exigente, em que os mercados penalizam quem fica para trás na economia circular e em que os consumidores escolhem de forma cada vez mais consciente, ignorar esta dimensão não é uma opção neutra – é um risco que se pode transformar em desvantagem competitiva clara.
Tal como a Inteligência Artificial está a impulsionar ganhos de produtividade, também a circularidade deve ser encarada como um fator estratégico de competitividade. Afinal, crescimento e sustentabilidade não são forças opostas: a segunda é condição indispensável para a continuidade do primeiro.
Testemunho publicado na edição de Junho (nº. 243) da Executive Digest, no âmbito da XLVIII edição do seu Barómetro.














