OMS aconselha países a levantar medidas de confinamento com duas semanas de intervalo

A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda que os países que decidam levantar as medidas preventivas de confinamento, o façam de forma faseada, aguardando pelo menos cerca de duas semanas para conhecer os resultados dessa decisão antes de decretarem novos levantamentos.

«A velocidade, escala e equidade devem ser os princípios que guiam» a tomada de decisão sobre as medidas necessárias para fazer face à Covid-19, de acordo com a última actualização feita ao plano estratégico da organização no combate à pandemia.

Neste sentido e tal como a OMS já tinha referido na segunda-feira, os países que estiverem a considerar levantar as restrições impostas para combater o vírus devem fazê-lo de forma cautelosa: «Para reduzir o risco de novos surtos, as medidas devem ser levantadas de forma faseada e baseadas na avaliação dos riscos epidemiológicos e benefícios socioeconómicos», pode ler-se no documento oficial.

«Idealmente, haveria um período mínimo de duas semanas (correspondente ao período de incubação da Covid-19) entre cada fase da transição, para permitir que haja tempo suficiente para perceber o risco de novos surtos e responder de forma apropriada», refere a organização acrescentando que apesar dos cuidados, «o risco de reintrodução e de ressurgimento da doença» mantém-se.

O director geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, definiu na terça-feira, os seis critérios para que seja possível preparar um eventual regresso à normalidade. São eles:

  1. A transmissão está controlada;
  2. Os sistemas de saúde estão munidos da capacidade para detectar, testar, isolar, tratar e rastrear todos os contactos;
  3. Os riscos de surto são minimizados em contextos especiais, como unidades de saúde e lares de idosos;
  4. As medidas preventivas estão em vigor nos locais de trabalho, escolas e outros onde o acesso da população é essencial;
  5. Os riscos de importação do vírus podem ser geridos;
  6. As comunidades estão instruídas, envolvidas e capacitadas para se ajustarem à «nova norma».

«Alguns países e comunidades já enfrentaram várias semanas de restrições sociais e económicas. Alguns países estão a considerar quando podem levantar essas restrições, outros estão a considerar se e quando devem introduzi-las. Em ambos os casos, estas decisões devem basear-se, em primeiro lugar, na protecção da saúde humana e guiar-se pelo que sabemos do vírus e como ele se comporta», refere Tedros, sublinhando que «Estamos todos a aprender a cada momento e a ajustar a nossa estratégia, com base nos mais recentes elementos disponíveis».

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