Um membro do Grupo Científico Consultivo para Emergências (SAGE, na sigla em inglês) do Reino Unido e professor de medicina de surtos na Universidade de Liverpool considera que a nova variante do coronavírus detetada pela primeira vez no país britânico pode tornar-se dominante.
“Suspeito que estirpes como esta tornar-se-ão dominantes porque o vírus tem a vantagem evolutiva de transmitir mais rapidamente, vai superar todas as outras estirpes, e por isso, naturalmente, será capaz de fazer isso”, disse Calum Semple, em declarações à Sky News.
“À medida que a imunidade for chegando à comunidade, então vai começar a haver mais pressão sobre o vírus e é mais provável que ocorram outras ‘fugas’ de outras variações”, acrescentou, sublinhando que isso não seria “uma surpresa”, já que “lidamos com isto ano após ano com a gripe”.
“A vacina contra a gripe contém, tipicamente, três ou quatro variantes do vírus influenza e nós simplesmente escolhemos as melhores hipóteses a cada estação do ano”, disse ainda o perito.
Os países da União Europeia estão a reunir-se esta segunda-feira para coordenar respostas à nova variante do SARS-CoV-2 descoberta no Reino Unido, numa reunião de emergência convocada pela presidência alemã do Conselho. Da reunião deverá resultar uma abordagem coordenada à nova variante.
Segundo o Instituto Ricardo Jorge (INSA), ainda não foram identificados em Portugal casos da nova variante do SARS-CoV-2, que é até 70% mais contagiosa.
Outros Estados-membros como a Alemanha, Holanda, Bélgica, Itália, Áustria, França e Bulgária também adotaram medidas restritivas, como suspensão de viagens aéreas ou ferroviárias.
As autoridades britânicas alertaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a descoberta da nova variante do SARS-CoV-2, que é mais facilmente transmissível, embora não haja provas de que seja mais letal ou que possa ter impacto na eficácia das vacinas desenvolvidas.














