Um grupo de cerca de 5 mil migrantes da América Central, Venezuela, Cuba e Haiti juntou-se em marcha e partiu da fronteira sul do México, esta segunda-feira, rumo ao norte, em direção à fronteira mexicana com os EUA.
Em causa está um protesto em que este grupo reclama da demora no processamento de vistos de refugiados ou de saída do país, que está com atrasos num dos principais centros de acolhimento e processamento de migrantes, na cidade de Tapachula, perto da fronteira com a Guatemala.
De acordo com a Associated Press, o sistema de gestão de migrações no México está sobrecarregado e quem procura vistos por vezes tem semanas ou meses de espera, e muitos dos que agora encetam a marcha em direção aos EUA queixam-se que, sem os documentos, não podem trabalhar.
Na segunda-feira os migrantes formavam uma longa fila, a caminhar pelas estradas, sendo em alguns troços acompanhados pela polícia, de forma a evitar constrangimentos, que apanhem boleia ou que causem um bloqueio nas vias.
Esta é uma das maiores marchas do género, sendo que a última de dimensão semelhante registou-se em junho do ano passado. Em 2018 e 2019, grupos de migrantes fizeram o mesmo percurso, em direção aos EUA e, nas últimas semanas contam-se mais de 10 mil pessoas que chegaram á fronteira norte-americana.
Com mais cinco mil a caminho, os próximos dias serão difíceis para as autoridades norte-americanas colocadas nas fronteiras com o México.














