Mais de 60 tratores vão percorrer EN221 até à fronteira da Bemposta

Agricultores estão hoje na rua com os seus tratores, de norte a sul, reclamando a valorização do setor e condições justas, num protesto que deverá bloquear várias estradas, tal como tem acontecido em outros pontos da Europa

Executive Digest com Lusa

Um grupo de agricultores com 60 tratores está reunido em Mogadouro para percorrer em marcha lenta a Estrada Nacional (EN) 221 até à fronteira da Bemposta, distrito de Bragança, para reclamar por melhores condições e mais apoios do Governo.

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Em declarações à Lusa, no local, o tenente-coronel Lobo de Carvalho, da GNR, explicou que os agricultores garantiram que a fronteira da Bemposta não vai ser cortada.

“Um encerramento de fronteiras neste contexto eleva em termos policiais a resposta da força que está no território, não é esse o objetivo, pretende-se que passem uma mensagem consolidada sem colocar em causa a tranquilidade, a ordem pública de todos os utentes do território”, disse.

Segundo o militar, os agricultores concordaram que “o corte de fronteira está colocado de lado”.

Os agricultores queriam entrar no Itinerário Complementar (IC) 5, pelo nó de Mogadouro, mas, segundo contactou a Lusa no local, a GNR demoveu-os dessa intenção, mantendo-se a marcha pela EN 221.

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Os agricultores estão hoje na rua com os seus tratores, de norte a sul, reclamando a valorização do setor e condições justas, num protesto que deverá bloquear várias estradas, tal como tem acontecido em outros pontos da Europa.

O protesto decorre um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira, os agricultores reclamam o direito à alimentação adequada, condições justas e a valorização da atividade.

O movimento, que se apresenta como espontâneo e apartidário, garantiu que os agricultores portugueses estão preparados para “se defenderem do ataque permanente à sustentabilidade, à soberania alimentar e à vida rural”.

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