Junta de Odivelas promove protesto para contestar encerramento de balcão da CGD

A Junta de Freguesia da Póvoa de Santo Adrião, em Odivelas, vai realizar uma concentração no dia 25 para contestar o encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), disse hoje à Lusa o presidente da autarquia.

Executive Digest com Lusa

A Junta de Freguesia da Póvoa de Santo Adrião, em Odivelas, vai realizar uma concentração no dia 25 para contestar o encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), disse hoje à Lusa o presidente da autarquia.

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A concentração vai realizar-se pelas 17:00, em frente à agência da CGD da Póvoa de Santo Adrião (distrito de Lisboa), uma das 23 que está previsto encerrar até ao fim do mês, segundo explicou à Lusa o presidente da União de Freguesias do Olival de Basto e Póvoa de Santo Adrião, Rogério Breia (PS), que contesta a decisão.

“Tanto a Junta de Freguesia, como a Câmara Municipal de Odivelas, não foram ouvidas nesta decisão e repudiam-na veemente. É uma vergonha o que estão a fazer à população da Póvoa, sobretudo aos mais idosos que recorrem a esta agência para levantar todos os meses as suas pensões”, criticou o autarca.

A alternativa mais próxima para os utentes será utilizarem o balcão de Odivelas ou o balcão de Santo António dos Cavaleiros, no concelho vizinho de Loures, o que segundo Rogério Breia “não é viável”.

“Em termos de acessibilidades será muito complicado para as pessoas mais idosas, sendo também muito difícil o estacionamento”, alertou.

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Para já, a autarquia conseguiu assegurar que ficarão em funcionamento as caixas multibanco, escassas na localidade.

“A concretizar-se este encerramento, o Olival de Basto e a Póvoa ficarão só com um banco [BPI], quando em tempos chegaram a ter sete”, recordou.

Também hoje, a Câmara Municipal de Odivelas aprovou uma moção, por unanimidade, para contestar o encerramento da agência e exigir ao Governo que tente reverter esta decisão da CGD.

“A decisão de encerramento do balcão da CGD no próximo dia 26 de agosto na Póvoa de Santo Adrião, aprovada pela comissão executiva no mês de julho passado e integrada num plano que prevê o fecho de diversos balcões por todo o país, revela-se incompreensível, por colocar em causa a prestação de um serviço público bancário às populações”, lê-se no texto da moção.

No documento é referido que, “com este encerramento, uma franja muito significativa da população deixará de poder aceder às suas reformas e pensões, além de outros serviços bancários”, situação agravada pela “iliteracia digital que caracteriza as pessoas mais idosas”.

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Assim, a Câmara Municipal de Odivelas exige à CGD que reverta a decisão de encerramento do balcão e “ao Governo, enquanto tutela e representante do acionista único público da CGD”, que avalie “a situação descrita, impondo que seja mantido este serviço de proximidade na Póvoa de Santo Adrião”.

Na sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) anunciou que a administração da CGD pretendia “encerrar mais 23 agências em Portugal continental” este mês, assinalando que se “desconhecem os motivos” para a intenção.

Para o sindicato, a vontade em “reduzir despesas” carrega a “desvalorização da capacidade da CGD enquanto banco público”, existindo “um inevitável congestionamento dos restantes balcões dessas áreas”.

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