Governo e parceiros sociais reúnem-se hoje com críticas à execução do acordo

O Governo e os parceiros sociais voltam hoje a reunir-se na Concertação Social, com as confederações patronais a exigirem a execução do acordo assinado em outubro, nomeadamente o incentivo fiscal à valorização salarial.

Executive Digest com Lusa

O Governo e os parceiros sociais voltam hoje a reunir-se na Concertação Social, com as confederações patronais a exigirem a execução do acordo assinado em outubro, nomeadamente o incentivo fiscal à valorização salarial.

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O acordo de médio prazo de melhoria dos rendimentos, dos salários e da competitividade, assinado em outubro na Concertação Social, à exceção da CGTP, está na ordem de trabalhos da reunião desta tarde no Conselho Económico e Social (CES), em Lisboa.

Os parceiros sociais vão continuar a discussão sobre o Fundo de Compensação do Trabalho (FCT) e sobre o incentivo fiscal em sede de IRC para as empresas que aumentem salários através da negociação coletiva, em pelo menos 5,1%, medidas previstas no acordo.

Na última reunião sobre o tema, em abril, as confederações patronais voltaram a insistir para que o Governo clarificasse como será aplicado o benefício fiscal às empresas, que ficou previsto no Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), sublinhando que a medida, tal como está, não tem aplicação prática.

Segundo avançaram os parceiros, não houve consenso entre confederações patronais e as centrais sindicais sobre se as portarias de extensão são abrangidas ou não pela medida.

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Da parte do Governo, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, disse que a operacionalização do benefício fiscal ainda estava a ser discutida e que seria tema numa próxima reunião.

Segundo o relatório do OE2023, mais de 500 mil empresas poderão beneficiar do incentivo fiscal à valorização salarial, medida cujo impacto orçamental em 2024 será de 75 milhões de euros.

Os destinatários da medida são as empresas que aumentem salários em linha com o acordo, que prevê um referencial de atualização de 5,1% em 2023 (com impacto orçamental em 2024).

São majorados em 50% todos os custos – quer remuneração fixa, quer contribuições sociais – inerentes à valorização salarial.

Quanto ao FCT, as confederações patronais exigem saber como serão devolvidos às empresas os montantes entregues ao fundo, que neste momento ultrapassam os 640 milhões de euros.

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No final do ano passado, a ministra do Trabalho disse que as empresas vão poder usar as verbas do FCT para formação ou apoio à habitação dos trabalhadores jovens a partir de julho, sendo necessário o acordo dos trabalhadores.

A verba que está no fundo, correspondente a cada empresa, pode ser integralmente usada, com prazos definidos, tendo em conta o capital da empresa, segundo a ministra.

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