Estados Unidos poderão sofrer “consequências fatais” se ignorarem aviso de Moscovo, ameaça Rússia

Vladimir Putin já tinha avisado que os países da NATO estavam a brincar com o fogo e a arriscar um conflito global mais profundo – uma das várias advertências de Moscovo sobre o risco de uma grave escalada

Francisco Laranjeira

Sergei Ryabkov, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, ameaça esta segunda-feira os Estados Unidos, que poderão vir a enfrentar “consequências fatais” se ignorarem os avisos de Moscovo de não permitir que a Ucrânia utilize armas fornecidas por Washington para atacar alvos dentro da Rússia.

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“Gostaria de alertar os líderes americanos contra erros de cálculo que poderiam ter consequências fatais. Por razões desconhecidas, eles subestimam a seriedade” do assunto, salienta Ryabkov, segundo a agência de notícias estatal RIA, comentando a decisão do presidente Joe Biden, na semana passada, de aprovar o uso de armas fornecidas pelos EUA para atingir alvos dentro da Rússia que estivessem envolvidos em ataques na região ucraniana de Kharkiv.

Recorde-se que Vladimir Putin já tinha avisado que os países da NATO estavam a brincar com o fogo e a arriscar um conflito global mais profundo – uma das várias advertências de Moscovo sobre o risco de uma grave escalada.

“Peço a estas figuras nos EUA que gastem parte do seu tempo, que aparentemente gastam em algum tipo de vídeojogos, a julgar pela leveza da sua abordagem, no estudo detalhado do que foi dito por Putin”, relata Ryabkov, realçando que o presidente russo fez “um aviso muito significativo e deve ser levado com a maior seriedade”.

De acordo com Putin, o Ocidente estaria diretamente envolvido em qualquer utilização das suas armas pela Ucrânia para atacar profundamente dentro da Rússia, porque tais ataques exigiriam o seu satélite, inteligência e ajuda militar.

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Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, salientou, na semana passada, que a NATO tinha o direito de ajudar a Ucrânia a defender o seu próprio direito à autodefesa, e isso não tornava a NATO uma parte no conflito.

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