O Presidente da República afirmou esta segunda-feira em conferência de imprensa, após reunião com a Confederação do Comércio e Serviços e a Confederação de Turismo, que a renovação do Estado de Emergência será reavaliada após um encontro com especialistas.
«Amanhã de manhã haverá uma reunião com primeiro-ministro, ministros, líderes partidários e conselheiros de Estado será traçado o panorama sanitário. O Governo vai reunir no dia 1 [de Abril] e pronunciar-se-á, como da última vez, sobre a renovação do Estado de Emergência e o que entende que pode ser ou deve ser introduzido no conteúdo». Depois, na quarta-feira, ao final da tarde, «estarei em condições para propor um determinado texto e depois o Parlamento debate e se for caso disso aprova. Espero que aconteça no dia da manhã seguinte», disse Marcelo Rebelo de Sousa.
Na terça-feira haverá nova sessão técnica sobre a situação epidemiológica da Covid-19 no país, no Infarmed. «Os especialistas é que dirão como vai haver a evolução da epidemia», avançou o Presidente, defendendo que, para já, «é prematuro» avançar algo.
«Neste momento, nada justifica a alteração das coisas. Têm estado a correr muitíssimo bem», considerou o chefe do Governo, no final de uma visita às obras de recuperação do antigo Hospital Militar de Belém, em Lisboa, sobre o prolongamento do estado de emergência, que termina esta semana.
Costa disse que «o Presidente da República tomará esta semana a iniciativa de renovar ou não o estado de emergência» e que, nessa altura, o Governo dará a sua opinião e haverá uma decisão da Assembleia da República. «Creio, sem fazer futurologia, que o expectável é que, sabendo nós que temos tido sucesso – felizmente – em baixar o pico desta pandemia, isso significa que vamos ter de prolongar também as medidas que têm vindo a ser adoptadas, com estado de emergência ou sem estado de emergência».
Questionado sobre uma eventual cerca sanitária ao Porto, Marcelo Rebelo de Sousa referiu: «Penso que há uma unidade nacional, nos portugueses, Governo, autarcas e partidos, o que não quer dizer que não haja uma chamada de atenção ou uma preocupação sobre cercas sanitárias ou testes. Todos os dias surgem problemas diferentes». «Isso faz parte do processo, como faz parte que as declarações da Organização Mundial da Saúde não tivessem batido certo com a realidade», sublinhou ainda.
Há já 140 vítimas mortais por Covid-19 em Portugal, segundo o último balanço da Direção-Geral da Saúde, nesta segunda-feira. Nas últimas 24 horas, houve mais 21 mortes. De acordo com a DGS, há 6.408 pessoas infectadas e 4.845 aguardam resultados laboratoriais. Do total de infectados. 571 pessoas estão internadas, das quais 164 nos cuidados intensivos.
*Notícia actualizada com mais informação














