Economia da zona do euro recupera lentamente em maio

O “IHS Markit Eurozone Composite PMI” aumentou de um nível historicamente baixo de de 13,6 em abril para 30,5 em maio, sendo que este é o mais alto desde fevereiro.

Sónia Bexiga

Em maio, a economia da zona do euro permaneceu presa na maior desaceleração já alguma vez registada, devido às medidas tomadas para controlar o surto do coronavírus, de acordo com dados provisórios da pesquisa PMI, do IHS Markit, divulgados esta quinta-feira.

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No entanto, os números mostram que o ritmo da queda diminuiu à medida que algumas áreas da economia começaram a emergir de entre os bloqueios.

O “IHS Markit Eurozone Composite PMI” aumentou de um nível historicamente baixo de de 13,6 em abril para 30,5 em maio, sendo que este é o mais alto desde fevereiro.

Permanecendo bem abaixo do que deveria, no nível 50.0 e sem mudança, o PMI registou uma terceiro queda mensal consecutiva na produção que continuou a uma taxa de contração acima de qualquer outra já registada. O mínimo anterior de 36,2 foi visto durante o auge do mundo crise financeira em fevereiro de 2009.

Em maio, o aumento do PMI, no entanto, indica um ritmo de contração significativamente mais lento em comparação com o
colapso do recorde de abril. As quedas diminuíram na produção e nos serviços, refletindo tanto uma redução no número de empresas que reportam menor atividade como um aumento no número de empresas que relatam uma melhoria.

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O índice de atividade de negócios do setor de serviços aumentou de 12,0 em abril a 28,7, a maior desde fevereiro, mas o distanciamento social e outras medidas restritivas relacionadas com pandemia continuaram e pressionar negócios como hotéis, restaurantes, viagens e turismo e outras empresas voltadas para o consumidor, resultando na terceira queda mais acentuada de todos os tempos.

Já o índice de produção do setor fabril subiu de 18,1 em abril a 35,4 em maio, embora também ainda a indicar uma rápida taxa de descida. Consequentemente, os empregos continuaram a ser cortados a um nível sem precedentes, desacelerando apenas, e modestamente, em comparação com o recorde atingido em abril passado.

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