O Serviço Nacional de Saúde (SNS), está também debaixo de crescente pressão de utentes estrangeiros, que cada vez mais procura esta resposta, em especial no que respeita a serviços de urgências, mas também em consultas, internamentos ou tratamentos.
De acordo com os dados do SNS, maioria dos estrangeiros atendidos são oriundos do Brasil, mas há hospitais nacionais que recebem pessoas da Nova Zelândia, Uzbequistão, Gabão, ou de outros pontos do mundo.
É exemplo disso a realidade da unidade local de saúde (ULS) de São José, que integra o hospital em Lisboa com o mesmo nome: até início de dezembro de 2023, foram atendidos 45.263 estrangeiros (residentes e não-residentes), sendo que perto de 19 mil deram entrada pelas urgências. A maioria destes, nesta ULS, são do Brasil (mais de 12500), mas há também números consideráveis de pessoas atendidas oriundas do Bangladesh (3299) ou Nepal (2786).
Ainda em Lisboa, na ULS de Santa Maria, entre 2022 e 2023 as consultas a estrangeiros (residente s e não residentes), cresceram 8%.
Já no Norte, o Hospital de Gaia atendeu 11665 estrangeiros nas urgências no ano passado, mais 2102 do que no mesmo período do ano anterior. Já nas consultas o crescimento registado de estrangeiros foi de 33%, num total de 15314 até novembro do ano passado.
No Porto, no Hospital de Santo António, até 30 de novembro já se contavam 9219 atendimentos a estrangeiros no serviço de urgências, mais do que em todo o ano de 2022 (foram 8733), com também um aumento de 20% na procura de consultas.
“Há de facto uma pressão acrescida no SNS, em particular nos serviços de urgência, dos imigrantes, legais ou não”, assinala ao mesmo jornal o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, pedindo medidas de reorganização das urgências e criação de equipas dedicadas, para não limitar o acesso, perante este aumento de procura.
A Direção Executiva do SNS assegura que “o dinheiro vai seguir o doente”, de forma a não prejudicar as ULS, cujo financiamento integra quatro dimensões: financiamento per capita ajustado ao risco, os fluxos in-out de doentes de outras ULS, a diferenciação dos hospitais e os indicadores de qualidade/acesso/eficiência.














