O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, alertou que os países da Europa e o próprio Reino Unido podem assistir, em breve, a uma nova onda de casos de covid-19, à medida que os governos avançam com os planos de desconfinamento.
“Temos de reconhecer que a taxa de infeção ainda é elevada – muito mais elevada do que no verão passado”, começou por dizer Boris Johnson, citado pelo Mirror. “Podemos ver os sinais de um ressurgimento de casos entre alguns dos nossos amigos europeus, e lembramo-nos como nós, no Reino Unido, tendemos a seguir essa curva ascendente”, acrescentou.
O governante lembrou também que “sabemos quão rápido esta doença pode alastrar-se” e que o regresso dos alunos britânicos à escola, na segunda-feira, “vai inevitavelmente aumentar o risco”. O mesmo pode aplicar-se aos restantes países europeus, incluindo Portugal, que começam a desconfinar aos poucos.
O diretor-geral da Saúde de Inglaterra, Chris Whitty, disse ontem que o país vai assistir a outro “surto” de casos de covid-19 este verão, outono ou inverno. E rejeitou a pressão para reabrir o país mais rápido: “Se abrirmos demasiado depressa, muito mais pessoas morrem”, respondeu aos deputados.
Mas acrescentou que, de uma forma geral, a “proporção de casos para mortes vai descer” em comparação com as vagas anteriores, graças à vacina contra a covid-19 que já está a ser lançada no país desde o dia 8 de dezembro. Desde então, já foram administradas mais de 24 milhões de doses.
O Reino Unido registou 190 mortes e 5926 casos ontem, divulgou o Governo britânico, que reforçou a realização de testes no sul de Londres para travar a transmissão de uma variante considerada preocupante.














