A Food and Drug Administration (FDA), agência de medicamentos do Estados Unidos, e a Pfizer estão a rever a informação e monitorização da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica juntamente com a BioNTech, após terem sido observadas reações adversas em alguns voluntários.
As revisões refletem as orientações dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) para acompanhar os participantes que receberam a vacina e, desta forma, gerir potenciais reações, informou o diretor-adjunto da divisão de vacinas da FDA, Doran Fink, numa reunião da agência esta quinta-feira.
A reunião do painel consultivo da FDA, convocada para avaliar a aprovação para utilização de emergência da vacina da Moderna, começou com um enfoque sobre as reações alérgicas, de acordo com a Bloomberg.
Algumas pessoas que receberam a vacina da Pfizer-BioNTech sofreram reações adversas nos Estados Unidos, o que também se verificou em voluntários que foram imunizados no Reino Unido. Alguns participantes relataram dores de cabeça e de corpo e também fadiga.
Particularmente, nos ensaios clínicos nos EUA quatro participantes sofreram um episódio de Paralisia de Bell, que afeta os músculos da cara. No entanto, os reguladores de saúde afastaram, para já, uma ligação entre a vacina e a paralisia facial, alegando que a taxa de incidência deste síndrome entre os vacinados não era diferente das taxas de incidência na população em geral.
“Neste momento, a FDA e o CDC continuam a investigar estes casos e a considerar os dados”, disse ainda Fink. “À medida que continuamos a avaliar e investigar os dados, iremos determinar se é necessário fazer recomendações adicionais”, acrescentou.
A vacina da Pfizer/BioNTech – a primeira a ser aprovada pela FDA – começou a ser administrada em hospitais dos Estados Unidos esta segunda-feira. O CDC recomendou que a vacinação fosse inicialmente feita aos profissionais de saúde e aos que vivem ou trabalham em lares de idosos.














