APREN diz que rotular nuclear e gás natural como energias sustentáveis é “retrocesso climático”

Na sequência da aprovação por parte do Parlamento Europeu da classificação da energia nuclear e do gás natural como sustentáveis, a APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis considera que esta aprovação é um “retrocesso climático”.

André Manuel Mendes

Na sequência da aprovação por parte do Parlamento Europeu da classificação da energia nuclear e do gás natural como sustentáveis, a APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis considera que esta aprovação é um “retrocesso climático”.

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“Esta tomada de posição representa um retrocesso climático que põe em causa os compromissos já assumidos para travar as alterações climáticas, nomeadamente as metas do Acordo de Paris, com vista a limitar o aquecimento global a um aumento de 1,5 graus centígrados acima dos valores pré-industriais”, sublinha o Presidente da Direção da APREN, Pedro Amaral Jorge.

O Parlamento Europeu classificou como “verdes” alguns projetos de gás natural e energia nuclear, integrando-os na taxonomia europeia, que os classifica como alinhados com a transição energética e com os objetivos climáticos da União Europeia

A APREN explica que, para que sejam considerados sustentáveis, os projetos de produção de eletricidade a partir de gás natural têm de ter emissões de ciclo de vida abaixo de 100g CO2/kWh, e têm que obter uma licença de construção até 2030.

No caso específico da energia nuclear, “a inclusão implica o investimento em novos projetos da Geração III+ com construção aprovada até 2045, bem como o investimento em investigação e desenvolvimento em tecnologias avançadas que promovam segurança e desperdício mínimo, e no prolongamento da vida útil de centrais nucleares já existentes”, explica a APREN.

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A Associação sublinha que, apesar de a energia nuclear não produzir emissões de dióxido de carbono, gera resíduos radioativos em Portugal.

No caso do gás natural, a APREN considera que aceitar este como “energia sustentável não é mais do que branquear as emissões de carbono”.

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