Este sábado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a varíola dos macacos como uma emergência global de saúde pública, numa altura em que já se registam mais de 18 mil casos confirmados em 75 países. Os especialistas dizem que os governos não estão a fazer o suficiente para responder ao crescimento do surto.
Rosamund Lewis, diretora técnica da OMS para a varíola dos macacos, afirma que “o tempo não para e precisamos de trabalhar juntos” para conseguir travar o surto antes que adquira proporções ainda mais preocupantes.
Lewis explica que a declaração da varíola dos macacos como uma emergência global serve para instar os países a tomarem mais atenção ao desenvolvimento das tendências de contágio e a prepararem planos para que seja possível parar o aumento do número de casos.
Esta semana, a OMS alertou que a propagação do vírus poderá extravasar os grupos de homens que fazem sexo com homens, onde foi detetado pela primeira vez. E não afasta um cenário em que a varíola dos macacos possam disseminar-se pela população em geral.
Lewis apela a que os laboratórios que produzem meios de diagnóstico de varíola e varíola dos macacos devem aumentar os níveis de produção e revelou que a OMS está a colaborar com a União Europeia e os seus Estados-membros na criação de um mecanismo de coordenação global para o desenvolvimento e distribuição de vacinas.
Na segunda-feira, a farmacêutica holandesa Bavarian Nordic anunciou ter recebido autorização da Comissão Europeia para comercializar a sua vacina contra a varíola “tradicional” como um meio para também proteger contra a varíola dos macacos. Contudo, ainda não são conhecidos quaisquer planos de vacinação contra esse vírus.













