Casos de COVID-19 em Lisboa sobem devido ao desconfinamento e ao aumento de testes

«Quanto mais testes fizermos, mais casos vamos identificar, o que não é preocupante no sentido de ser inesperado.»

Revista de Imprensa
Junho 10, 2020
9:34

A grande maioria de novos casos de COVID-19 em Portugal ao longo dos últimos dias tem-se concentrado na região de Lisboa e Vale do Tejo. Mas o que justifica esta tendência? Carla Nunes, directora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) aponta dois motivos: o desconfinamento e o aumento do número de testes. Citada pelo jornal Público, a especialista afirma que o resultado desta combinação é expectável.

«Quanto mais testes fizermos, mais casos vamos identificar, o que não é preocupante no sentido de ser inesperado. Agora, obviamente a situação justifica que estejamos alerta, muito alerta, porque o número de casos identificados não está a descer, está a aumentar [nesta região]», refere Carla Nunes.



Recorde-se que, no final da semana passada, o secretário de Estado da Saúde confirmou que a região de Lisboa e Vale do Tejo era, nesse momento, aquela onde se realizam mais testes – respondendo por 50% do total.

A directora da ENSP sublinha ainda que a população infectada na região «não será problemática porque é relativamente jovem, mas, quanto mais andar a circular, mais aumenta a probabilidade de [a infecção] chegar a grupos vulneráveis». Não se deve, por isso, facilitar ou baixar a guarda: não se pode, para já, voltar à normalidade. «A responsabilidade de cada um tem de ser reforçada», alerta a responsável.

Segundo Carla Nunes, a comunicação em saúde também tem um papel fundamental, mas não pode ser feita de igual forma para todos os públicos. «Uma coisa é falar com adolescentes, outra, com a população activa, outra ainda, com os mais idosos. E isto é um grande desafio.»

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