O Chega vai propor novamente a constituição de uma comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária, depois de o presidente da Assembleia da República ter rejeitado admitir as últimas duas propostas.
O anúncio foi feito pelo presidente do Chega em declarações aos jornalistas no Parlamento, depois de se ter reunido com José Pedro Aguiar-Branco.
“Nós decidimos avançar novamente com um pedido de constituição de uma comissão de inquérito, que dará entrada hoje ou às primeiras horas de amanhã [sexta-feira]”, afirmou André Ventura, indicando que o partido vai voltar a avançar potestativamente, ou seja, sem necessitar de votação e aprovação em plenário.
Este será o terceiro requerimento que o Chega apresenta para tentar forçar um inquérito parlamentar sobre a atuação do atual ministro da Administração Interna enquanto esteve à frente da Polícia Judiciária (entre 2018 e 2026).
Apesar de discordar da necessidade de alterar a proposta, Ventura disse que vai “acompanhar de perto a construção do novo requerimento” e que o partido está disponível “a rever, a melhorar” o documento e a “limitar um pouco mais o objeto” do inquérito.
O líder do Chega pediu ao presidente da Assembleia da República que não seja “um bloqueio institucional” a este inquérito.














