As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, devido ao aumento das tensões entre Teerão e EUA, que gera aumentos do preço do petróleo, numa semana em que se reúnem os bancos centrais dos EUA, Reino Unido e Japão.
Às 09:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 baixava 0,04% para 638,83 pontos.
As bolsas de Paris e Frankfurt recuavam 0,66% e 0,32%, enquanto as de Madrid e Milão cediam 0,27% e 0,41%, respetivamente.
Londres era a exceção, já que subia 0,54%.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de baixa da abertura, com o principal índice, o PSI, a descer 0,32% para 9.494,66 pontos.
O euro estava em baixa face ao dólar, a desvalorizar-se 0,43% e a ser trocado a 1,1549 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.
A incerteza permanece sobre o futuro da navegação pelo estreito de Ormuz depois de as autoridades iranianas e de Omã terem cancelado sem data a reunião prevista para esta segunda-feira em Mascate com os países do Conselho de Cooperação do Golfo para abordar o tema.
Isto provoca novos aumentos do petróleo depois de na passada sexta-feira ter terminado em baixa, pondo fim a cinco sessões consecutivas de aumentos.
O preço do contrato genérico de barril de petróleo Brent, de referência na Europa, avança 2,76% para 107,60 dólares, após ter alcançado na madrugada passada 108,49 dólares, e o do West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos da América (EUA), sobe 2,76% para 102,81 dólares.
O preço do contrato ativo de gás natural no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, dispara 5,69% para 84,045 euros por megawatt-hora (MWh).
Numa semana em que três bancos centrais, o dos Estados Unidos, Reino Unido e Japão, realizam reuniões para decidir as suas política monetárias, depois do aumento de um quarto de ponto das taxas do Banco Central Europeu (BCE) na semana passada, e que serão conhecidos os dados de inflação da zona euro e de vários países europeus, os futuros de Wall Street registam quedas que são de 0,14% para o Dow Jones e de 1,5% para o Nasdaq.
Os dois índices terminaram em alta na sexta-feira.
A reunião de política monetária da Fed realiza-se nos dias 15 e 16 de setembro e existem dúvidas sobre se manterá as taxas diretoras na faixa de 3,50%-3,75% ou se as aumentará, à qual se seguirá a do Banco de Inglaterra na quinta-feira e a do Banco do Japão.
Os investidores também estarão atentos ao debate sobre a regulação da inteligência artificial (IA), enquanto o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou “forças negativas” aqueles que pedem mais normas e defendeu que quer preservar a liderança sobre a China neste assunto.
O debate em torno da IA provocou quedas também nas bolsas asiáticas.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou a cair 0,81%, o índice de referência da bolsa de Xangai cedeu 0,07% e a bolsa de Shenzhen baixou 0,64%. O Hang Seng de Hong Kong era a exceção e subia 0,35% pouco antes do final da sessão.
De forma mais acentuada, o Kospi sul-coreano caiu 3,26%.
Perante as subidas do petróleo e do gás, os metais preciosos caem, no caso do ouro 0,67%, com a onça a 4.319,95 dólares, e no da prata 1,43%, para 63,5668 dólares.
Com o aumento constante do preço do petróleo e a subida das taxas diretoras do BCE, os juros da dívida da Alemanha a 10 anos sobem para 3,528%, um máximo de sempre.
No mesmo sentido, os juros da dívida dos EUA a 10 anos continuam a subir, para 4,962%, um máximo desde outubro de 2023.
No mercado de criptomoedas, a bitcoin subia 0,30% para 77.552 dólares.














