Em resposta às declarações de Rui Rio, afirmando que o ministro das Finanças Mário Centeno não tem condições para continuar, o deputado João Paulo Correia, acaba de afirmar que “que estas declarações de Rui Rio sobre o debate desta tarde são abusivas porque este debate não passou por saber se o Mário Centeno foi, é ou será ministro das Finanças, porque do nosso ponto de vista isso não é minimamente discutível”.
Numa resposta “a quente” o deputado sublinhou ainda que “Rui Rio quis desviar o debate para uma certa teoria da conspiração e lamentamos profundamente que isso tenha acontecido”.
O deputado frisou ainda que Centeno “tem feito um trabalho ao serviço do país”, bastando olhar para os números do país do défice, desemprego, dívida, entre outros resultados que foram já reconhecidos, até internacionalmente.
Para o PS, trata-se assim de uma manobra de diversão do PSD para afastar as atenções para o facto de, no debate de hoje, o PS “ter metido o dedo na ferida no que foi a responsabilidade do PSD naquilo que foi a resolução do BES, quando prometeram ao país um banco que nada custaria aos contribuintes e o que veio a acontecer foi que se reveou um banco péssimo com custos para os contribuintes”.
Recorde-se que o presidente do PSD afirmou que, na sua opinião “face ao que aconteceu hoje no Parlamento é manifesto que o ministro das Finanças não tem condições para continuar”, afirmou o presidente do PSD, Rui Rio, ao final desta tarde, em conferência de imprensa na Assembleia da República.
“Estou a dizer aquilo que eu faria se estivesse no lugar do primeiro-ministro, será um juízo politico de Costa, que se hoje já não estava bem, ficou manifestamente pior. Compreendo o silêncio se for uma reflexão, não se for eterno. Fala quando entender, se demorar muito eu deixo de entender”, reforçou ainda Rio.
Em causa está a transferência de 850 milhões de euros para o Fundo de Resolução destinado à recapitalização do Novo Banco. Esta operação ocorreu na véspera do debate quinzenal com o primeiro-ministro no parlamento e, quando Catarina Martins, do BE, questionou sobre o assunto, António Costa respondeu que tal só iria acontecer depois de se conhecerem os resultados da auditoria em curso ao banco. Afinal, o líder do Governo não tinha sido ainda informado, facto pelo qual pediu desculpa ao BE.
Os 850 milhões de euros foram transferidos para o Fundo de Resolução sob a forma de um empréstimo, que injetou 1037 milhões de euro no Novo Banco. O dinheiro destina-se a compor as contas do Novo Banco de 2019.














